GEORGES BRAQUE
(1882 - 1963)
Passou sua infância em Le Havre, aos 17 anos era aprendiz de pintura
com um pintor-decorador.
Em 1900 foi morar em Paris para terminar seu aprendizado. Depois de um
ano no serviço militar, retornou para Paris e foi para a academia
Humbert, um ano mais tarde foi para a Escola de Belas Artes aprender com
Léon Bonnat. Aqui conheceu Othon Friesz e Raoul Dufy, futuros Fauvistas.
Braque ficou impressionado com a apresentação do grupo Fauvismo em
1905 no Salão. No verão seguinte iniciou o seu estilo Fauvista.
Em 1907 conheceu Picasso e até 1914 colaboraram mutuamente na construção
do Cubismo. Nesse mesmo ano se alistou no exército, retornando à arte
apenas em 1917. No final de 1907, uma evolução na estrutura arquitetônica
do seu trabalho levou-o a se interessar pelo trabalho de Cézanne.
Acabou abandonando as cores que utilizava e se concentrou na qualidade
estrutural de seus temas. As formas foram simplificadas, o contorno dos
desenhos se transformaram em linhas grossas e escuras e o fundo era
preenchido por grandes planos geométricos.
O trabalho de Braque geralmente se distinguia do de Picasso pelo seu
interesse ao redor dos objetos, que era maior do que o próprio objeto.
Ao retornar para Paris, depois da I Grande Guerra, continuou seu
trabalho num cubismo sintético, influenciado por Juan Gris. Ao mesmo
tempo começou a experimentar curvas, formas mais cheias e a
potencialidade do trabalho com as cores.
Em 1930 o desenvolvimento do seu estilo foi interrompido temporariamente
pelo impacto do Surrealismo, principalmente pelo trabalho de Picasso.
Braque voltou a usar formas e cores fortes tendo sempre uma constante
preocupação com a inter-relação entre o objeto e o espaço e a
representação do objeto em duas dimensões.
FONTE:
JORNAL A TARDE
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