|
|
-
-
O democapitalismo
-
-
Mãos ao alto!
-
Isto é um assalto
-
Pode ser verdinhas
-
Pode ser douradas
-
Pode ser de vida
-
Pode ser de alma
- Só
não pode gritar
- Da
danada da fome
-
Muito menos da dor
-
Pois eu sou Luz(cifer)
- -
Eu sou, eu sou!
- O
seu Senhor
-
-
Deus de seu prazer
-
Deus de sua vida
-
Deus de sua glória
- De
sua ganância
-
Deus que te sacia
- De
todos os sentidos.
-
Sua gula, sua sede
-
Sua fama, sua rede
-
De relacionamentos
- Ou
a Internet
- De
tudo te dou
- Em
tudo estou
-
Sou tudo pra ti
-
-
Quase sempre velado
- Às
vezes aberto
-
Anestesio a todos
- E
passo sorrateiro
-
Deixando marcas
-
Inconfundíveis e indeléveis
-
Poucos, poder e riqueza
-
Muitos, miséria e pobreza
-
Ainda fisgo seu centro
- De
senso e pudor
-
Pois sempre estou certo
-
-
Daqui de cima do Equador
-
Brinco contigo
-
Daí dos trópicos
-
Não me vê
-
Sempre estou contigo
-
Mas não me percebe
-
Porque é néscio
-
Finjo que te dou
-
Acha que ganhou
- E
quando menos se espera
-
Chora, rosna e grita
- De
agonia e desespero
-
Por ter perdido
- O
que nunca teve
-
-
Sanguessuga d’África!
- Do
Nordeste brasileiro
- Ao
deserto iraquiano
-
Faço meu rebanho
-
Coleciono tudo
-
Petróleo, gente, carneiro
-
Governantes e lixeiros
- Apedeutas e doutores
-
Sacerdotes e os deuses
-
Artistas e o povo
- A
beleza e o seu sexo
-
-
Mas, cansado do mal
-
Vejo-me ofegante
-
Sinto-me acabado
-
Não como mais nada
-
Não há mais o que sugar
-
Deixo este mundo imundo
-
Com minha desgraça
- Ao
comunismo do Cristo
-
Que já me venceu
- E
em breve voltará...
-
-
.... pra não dizer que não falei dos espinhos!
-
- Gerson Alves de Souza
-
-
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
05/07/2006
|
|
|