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A cultura das Influências
A cultura
corporativista vem de muito tempo no Brasil; desde a época das
primeiras sesmarias doadas por Dom João III à aristocracia rural
chegando até nas licitações de projetos e serviços que destinam
grande beneficiamento a fortes empresas privadas através da
câmara ou senado federal .
O governo, não
só aqui, mas como na maioria dos países em desenvolvimento,
serve como um pano de fundo para a acomodação e jogadas
estratégicas de multinacionais. A união nada mais é do que uma
alavanca para concessões de privilégios privados no país .
Quem determina
os fatores sociais, econômicos e políticos são as grandes
empresas privadas, como bem destacava Karl Marx: “...o detentor
do capital é quem dita as regras do jogo”.
A sociedade por
sua vez cumpre seu papel a risca, o papel do trabalho para a
obtenção do dinheiro e com este assumir o verdadeiro intuito do
“cidadão” (na visão dos grandes detentores do capital) que é de
consumidor nato. As pessoas que por algum motivo não fazem parte
desta sociedade de consumidores são instantaneamente excluídas
da realidade atual , são marginalizadas, tanto pela a
sociedade como pelos grandes empresários .
O Brasil é um
país atualmente de “influências” ; o corporativismo é uma
herança cultural de nosso povo e passa a não ser mais estranhado
pela população .
Talvez algum
“cidadão” ria quando ver algum policial aceitando suborno em sua
frente ou um político negociando votos trocados por cestas
básicas. O que infelizmente este “cidadão” não saiba é que esta
é só uma pequena proporção do todo que acontece no país.
O político é o
resultado de seus eleitores, mas quem faz o país somos nós,
porém o triste é perceber que só fazemos bem o papel do
consumidor e deixamos para trás o principal: o de parte
integrante de uma nação.
Glener Ochiussi
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Publicação:
www.paralerepensar.com.br
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19/07/2007
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