Pileque
Depois de ver
o céu iluminado
Pelos rojões
barulhentos
Quedou na
praia desmaiado.
Virada
Ao fim de
dezembro viramos o ano
E o pobre
faminto abandonado
Sozinho, que
se vire em seu pano.
Queima de
rojões
Encobertas por
fogos de artifício
Ecoam as
rajadas do crime
Cai um corpo
com um orifício.
Nada muda
No primeiro
dia do ano
Encontrar fome
na cidade
Não chega ser
novidade.
Três períodos
Depois de
receber o presente
Passado por
Papai Noel
Ignoramos
nosso futuro.
Liquidações
Terminado o
ciclo de Natal
O endividado
desamparado
Faz crediário
para o Carnaval.
Devoção
Pegou ônibus
lotado
Que saiu de
Irajá
Para dar vivas
à Iemanjá.
Comportamento
Quem mentiu
para ser presenteado
Agora não tem
direito
De reclamar do
Deputado.