Banquete no pasto
As facções criminosas de
SP estão gargalhando com a greve da polícia civil que
culminaram (out/2008) com confrontos armados contra a
polícia militar local. Duas entidades que deveriam estar nos
protegendo, desperdiçando recursos para se combaterem enquanto
os grupos de malfeitores nos afligem com liberdade em qualquer
esquina na certeza da impunidade absoluta.
No dia em que os
professores, médicos, lixeiros e outros profissionais
massacrados pelo sistema que só agracia os empresários e
capitalistas exigirem seus direitos armados apenas com
faixas e cartazes serão impedidos de se manifestar por estes
defensores da Lei?
A população
encurralada assiste este caos com o espírito aterrorizado. Tal
situação reflete a incapacidade da administração pública (em
todas as esferas, em todo o país) para resolver os problemas
sociais que nos afligem há décadas. As autoridades passam a
maior parte do tempo estudando composições partidárias
para se manterem no poder.
Como SP é um Estado
modelo (para os bons e maus exemplos), dentro em breve esta
situação caótica deverá ser copiada em outros locais,
definindo de forma concreta, o poder de centenas de
malfeitores sobre MILHÕES de habitantes honestos cuja única
reação de indignação é atrasar o pagamento dos impostos. Com
multa. Até que o próximo capítulo da novela os faça esquecer
do futuro sombrio de seus herdeiros.
Já perdemos a
esperança do surgimento de um líder de alguma entidade outrora
respeitável (OAB, CNBB, ABL, CRM, ABI, ESG, qqB – hoje
“dominadas”?) no sentido de criar uma cruzada cívica para
reverter nosso caminho para o fundo do poço e nossa condição
de colônia por mais 500 anos.
A situação nacional
em relação à segurança pública (e qualquer outra área pública)
hoje em dia está nojenta e desesperadora de fato. O cenário
exibe um pântano de degradação moral de vasta amplitude. A
famosa frase: “A vaca está indo para o brejo” está
obsoleta. Sem medo de errar, podemos adotar um novo slogan:
O brejo está engolindo as vacas
que nos restam.