Custos da “renovação”
A
eleição para as presidências das duas casas legislativas
em Brasília realizadas agora no início de fevereiro de
2009 nos custou caro.
Por apenas UM
dia de “trabalho” para esta heróica façanha, os 513
Deputados Federais, 81 Senadores e seus respectivos
suplentes receberão o mês integral. Um valor em torno de
R$ 19.332.000,00! E a resultante deste rombo em nossos
cofres foi a entrega do comando dos antros aos “garotões”
Sarney e Temer. Cheios de idéias “novas”, certamente no
sentido de acabar de exaurir nossas últimas reservas
financeiras e de paciência.
Aproveitando
o ensejo, observemos o desperdício que a nação realiza
anualmente em troca de medidas que em 90% dos casos
beneficiam os banqueiros, empreiteiros, fazendeiros e
outros “eiros” (menos nós, fuleiros) encastelados nos
subterrâneos podres do poder nacional. Focalizemos
inicialmente os custos mensais.
R$
8.208.000,00 - 513 Deputados x salário de R$
16.000,00.
R$
1.458.000,00 - 81 Senadores x salário de R$
18.000,00.
R$
11.680.000,00 - 584 x R$ 20.000,00 (viagens, gasolina,
moradia, lanches, hospedagem, correios, etc).
R$
5.840.000,00 - 584 x R$ 10.000,00 (Isto se
considerarmos que um suplente gaste apenas metade).
R$
23.360.000,00 - 5840 aspones x R$ 4.000,00 (se cada
um possuir apenas 10 aspones no seu séqüito).
R$
50.546.000,00
- BAGATELA
mensal acumulada até agora.
R$ 606.552.000,00
- MIXARIA anual que sai de nossos bolsos.
R$
8.208.000,00 - 13º. dos Deputados.
R$
1.458.000,00 - 13º. dos Senadores.
R$
23.360.000,00 - 13º. dos Aspones.
R$
16.416.000,00 - jetons dos Deputados quando
comparecem pelo menos uma vez na câmara durante as duas
férias anuais.
R$
2.916.000,00 - Jetons dos Senadores ... idem
acima.
R$ 658.910.000,00
- Rombo anual que a nação sofre com gastos diretos.
R$
341.090.000,00 - Gastos indiretos englobando:
Contas
telefônicas, compras de materiais higiênicos, curativos e
de escritório, contratos (superfaturados) de limpeza de
carpetes e cortinas, ar refrigerado, conexão com internet,
compra de cuecas com bolsos camuflados.
Atingimos a
modesta cifra de R$ UM BILHÂO para oferecer
mordomias monstruosas a elementos que trabalham (para
quem?) em torno de 720 horas por ano (40 semanas x 3 dias
x 6 horas). Então chegamos ao valor aproximado de R$
3.000,00 do homem/hora do legislativo! Se algum leitor
mais dedicado tiver a paciência de relacionar outros
itens, não ficaremos surpresos se este montante dobrar.
Como a
oportunidade de estudo e cultura é vedada para 95% da
população, esta parcela do povo não recebe estas
informações detalhadas em nenhum balancete periódico. Esta
massa de eleitores adoradores do Big Bosta Brasil (que
eles consideram gado) imagina na sua inocência que UM
MILHÃO é um milho grande. Rapidamente conclui que BI-LHÃO
são dois (bi) milhos grandes. E continua trabalhando 2880
horas por ano recebendo em média, R$ 2,00 por hora! Talvez
possibilite a compra de um quilo de fubá (de milho).
Ainda bem para
estes beneméritos “defensores” da moralidade pública, pois
se o povo tivesse a exata noção do que ocorre nos pântanos
dos gabinetes públicos (mais sujos que banheiros de
estações rodoviárias), a convulsão social prevista para
2045/2050 (quando nossas minas estiverem exauridas) seria
iniciada amanhã mesmo.