ENCHENTES
DE VERÃO
Chuvas
fortes e torrenciais
Tanto
inundam vilarejos
Como grandes
capitais.
Os impostos
“deságuam” nos desvios
E os
contribuintes afetados
Ilhados
ficam a ver “navios”.
Barracos
desabam pelas encostas
Enquanto
águias financeiras
Continuam as
altas apostas.
Roupas e
vidas são perdidas
Nos bueiros
da bela cidade
Onde afloram
a solidariedade.
Bóia o corpo
da pobre criança
No sujo rio
que transborda
Afogando
nossa esperança.
Águas que
alimentam vidas
Revoltam-se
contra os desleixos
E nos causam
estas feridas.
Tragédias
causadas por temporais
Apenas
servem aos políticos
Em seus
trampolins eleitorais.
Bom seria
que estas águas
Que afetam
pobres e bacanas
Afogassem as
letais ratazanas.