Filho da pátria
Você não serra os
galhos
Que guardam o
orvalho da noite
Não mancha a água
que bebe
E ao solo não
aplica o açoite.
Não precisou
passar na escola
Cheia de teoria e
vazia de pureza
Apenas ouvindo os
antepassados
Aprendeu a
preservar a Natureza.
Os consumidores
diplomados
Pagam pela
autodestruição
Você recebe o
sustento de graça
Pela graça que
traz no coração.
Aquele que deseja
ofende-lo
Diz que índio é
cabeça de vento
Pobre espírito
que blasfema
E longe da vida
passa o tempo.
A sociedade não
lhe dá título
Para votar no
próprio Brasil
A criança só
curte índígena
No curto dezenove
de abril.