No Irã irão?
No
dia 12/06/2009 foram realizadas eleições no Irã. O processo foi
desenvolvido através de cédulas de papel. O resultado foi
anunciado já no dia 13 proclamando a vitória do governista Mahmoud.
Contar e totalizar milhões de votos manualmente em menos de 48
horas é bastante suspeito. Ou um prodígio. Se tal evento consegue
ser produzido lá, dispensa a apuração eletrônica que se pratica no
Brasil gastando milhões de Reais e sem fornecer a transparência
que a Democracia exige.
No
dia seguinte ao anúncio do resultado, quase 900 mil iranianos
saíram às ruas de Teerã para apoiar o protesto do opositor Mousari
que exige uma averiguação profunda no processo para se comprovar a
honestidade do pleito.
Como não acompanhamos a política da região, não nos cabe analisar
quem está com a razão no acontecimento. O que desejamos ressaltar
é a reação popular, que aglomera espontaneamente uma elevada
parcela de habitantes nas ruas para demonstrar sua insatisfação
com algum fato que incomoda e desagrada o povo. Já tivemos
exemplos recentes na França em relação a questões trabalhistas.
No
Brasil, as autoridades (em todas as esferas) atropelam as Leis,
empregam parentes sem concurso, recebem ajuda de custo sem lastro
legal, acumulam mais de um cargo público e não são penalizados
quando apanhados com a mão na “massa”. E nem por isto o povo
daqui, sabendo-se lesado em seus direitos e em suas finanças,
consegue reunir mais de 500 manifestantes para exigir que as
normas (que só valem para os 3 P´s) sejam aplicadas sobre os
faltosos. Por isto recebe o merecido título de “boboca” (os
pilantras do poder chamam de “babaca”).
Desta forma, nas sucessivas eleições aqui realizadas, as urnas-E
que não materializam o voto e não comprovam a segurança exigida,
continuarão em uso sem a devida comprovação de transparência que o
evento necessita. E o povão também não vai contestar os
resultados, contanto que as novelas vazias, o Big Besta Brasil e
as “bolsas-preguiças” sejam mantidas em funcionamento. Para os
jovens sem esperança, basta que o comércio de drogas se mantenha
estável.
Nem
o Paraguai (tido como concorrente aos produtos piratas chineses)
usa tais urnas.
Será que um dia elas chegarão ao Irã?
Somente depois que a rede McDonalds espalhar seus “sandubas” por
lá em alta escala.
Haroldo P. Barboza - Vila Isabel / RJ - Aulas de Matemática.
Autor do livro: Brinque e cresça feliz