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O
camaleão verde na areia.
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Há muitos anos a
região amazônica é cobiçada pelos abutres internacionais.
Enquanto não conseguem loteá-la entre si oficialmente,
regularmente já praticam estupro contra a natureza local,
arrancando-lhe das entranhas, todas as virtudes que possam ser
transformadas em moeda, para saciar a fome de ganância que
domina seus espíritos desprovidos de compaixão. Saqueiam nossas
árvores e pedras vorazmente pela madrugada e pregam a defesa da
flora durante o dia, através da imprensa bem doutrinada e de
ONG's patrocinadas que mapeiam a região de forma dissimulada
para ajudar satélites que não enxergam através das árvores.
Claro que temos de excluir as entidades (em número menor?) que
efetivamente trabalham em prol da preservação do ambiente. Mas
como atuam em silêncio, são envolvidas pelas perniciosas.
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Depois de
arrasarem suas próprias reservas florestais em nome do progresso
durante dezenas de anos em busca de riquezas, voltaram seus
desejos para nosso patrimônio. De repente, criaram ONG’s de
proteção (?) à nossa flora e fauna. Só não explicam porque
hipocritamente compram animais e madeiras que saem daqui pelo
contrabando.
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Nos últimos 10
anos, estão tratando de apressar as ações que possam lhes dar
alguma garantia de poderem explorar esta rica área de forma
legal. Nos meados dos anos 80 nos empurraram um tal de SIVAM,
rotulado de vigia eletrônico, para impedir a livre ação de
contrabandistas (nos dois sentidos) em nossas fronteiras, quando
na verdade estavam fotografando com altos recursos tecnológicos,
nosso subsolo produtivo. Todas as reservas minerais já estão
mapeadas.
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Mais
recentemente, os mapas escolares americanos, não mostram o
Amazonas como Estado brasileiro, mas sim, região internacional
de proteção à natureza. Quer dizer, esta terra deixou de ter
dono. Será de quem primeiro chegar aqui dentro de uns 2 anos e
executar alguma “benfeitoria”. Depois, cada país cuja ciência
esteja avançada, terá direito a um laboratório na região. Talvez
permitam que o Brasil possa montar uma barraca de venda de côco
gelado e acarajé aos técnicos estrangeiros aqui em trânsito.
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Há menos de dois
anos, criaram um programa para que militares estrangeiros
viessem ensinar aos nossos, com uso de óculos e binóculos
especiais para a noite, o resgate de pessoas perdidas na
floresta suntuosa. Na verdade, esta é uma forma de mapearem e
realizarem estudos mais detalhados do solo sem despertarem
suspeitas, pois os satélites não exibem a totalidade das
informações desejadas pois o aglomerado de árvores atrapalha.
Afinal, quantas pessoas se perdem na floresta amazônica por ano?
Talvez menos de meia dúzia de adolescentes da região, que logo
são encontrados por seus pais e vizinhos lavradores da área, sem
radares, sem óculos especiais, sem detectores.
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Certamente, em
breve, o FMI vai nos propor o perdão da metade da dívida externa
em troca de um leilão-doação do Amazonas para os abutres
saciarem momentaneamente sua gula. E com o sistema corrompido
que temos atualmente, o risco de tal fato se tornar concreto não
está longe. Compete a cada um de nós (será que a anestesia que
nos retarda já perdeu sua ação?) despertar a nacionalidade e
protestar na defesa de nosso patrimônio, antes que sejamos
comprimidos e empurrados para habitar as regiões desérticas que
começam a se alastrar pelo nosso território às margens dos rios
assoreados.
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E quando
começarem a roubar a areia, sobre o que pisaremos? Esqueletos de
camaleões?
Haroldo P. Barboza - Vila Isabel / RJ - Aulas de Matemática.
Autor do livro: Brinque e cresça feliz
Publicação:
www.paralerepensar.com.br -
11/05/2009
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