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O mapa da mina.
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A educação no Brasil está mais sucateada que a
malha ferroviária (ambas propositalmente). Falta de
educadores, professores mal pagos, prédios
abandonados, falta de material básico, carga horária
mal elaborada, matérias mal aplicadas, política de
exame e aprovação em desacordo com o bom senso. Toda
esta mistura produz um modelo de estudante
despreparado no momento crucial de sua caminhada
pela trilha do aprendizado, quando está prestes a
escolher seu curso profissional. Pela falta de
capacidade necessária para enfrentar o agressivo
mercado competitivo, acaba se contentando com um
emprego de baixa remuneração, quando há vaga.
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Para complementar o estado caótico desta área
social fundamental, no decorrer de março de 2009
fomos surpreendidos com a nota de que a secretaria
de educação de São Paulo distribuiu um mapa escolar
da América do Sul onde não estava delimitada a
fronteira do Uruguai e o nome Paraguai aparecia uma
segunda vez sobre a região da Bolívia. Com certeza
este é um mapa “paraguaio” autêntico!
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Certamente tal mapa foi adquirido por R$ 1,00
(algum lote que saiu errado) e faturado por uns R$
10,00. Os responsáveis pela compra devem ter
imaginado que os alunos distraídos e os professores
desmotivados não se dariam ao trabalho de
ultrapassar nossas fronteiras. E sugeriram que as
correções fossem efetuadas com canetas coloridas.
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Maior valor teria tal mapa se mostrasse o caminho
entre uma penitenciária segura e os palácios
governamentais onde os gerentes da educação de nossa
terra elaboram os programas para manter o povo
perdendo o rumo da vida para suprir as mordomias das
“ortoridades”.
Haroldo P. Barboza - Vila Isabel / RJ - Aulas de Matemática.
Autor do livro: Brinque e cresça feliz
Publicação:
www.paralerepensar.com.br -
23/04/2009
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