Parada burra.
Em 90% dos casos,
uma greve retrata a justa luta da classe oprimida dos
trabalhadores contra o capital imoral que define as leis.
Cerca de 10% delas são por motivos políticos, para
desacreditar alguma autoridade já com a ficha suja ou obter
alguma quermesse sem merecimento.
Em qualquer dos
casos, os promotores da paralisação, se pretendem receber
apoio popular, devem anunciá-la com antecedência mínima de
cinco dias para que os usuários prejudicados (que não têm
culpa das divergências) tenham a chance de adotar medidas
paliativas compatíveis com o momento. O objetivo deve ser
apenas de cessar os lucros dos patrões e não prejudicar o
povo oprimido e sem recursos de emergência.
Tal ação preventiva
não foi adotada pelos sindicatos de motoristas de ônibus de
Itaboraí, São Gonçalo, Niterói e mais dois municípios
adjacentes. No dia 26/03/09, em torno de 19 horas,
decretaram a paralisação dos ônibus para começar a zero hora
do dia seguinte, deixando milhares de pessoas prejudicadas
que não souberam da decisão a tempo. Vários sofredores que
trabalham em turno ficaram sem voltar para suas casas.
Centenas de consultas foram prejudicadas. Atrasos e faltas
nos locais de trabalho. Motoristas de vans majorando preços
em 100% em cima de passageiros com dinheiro contado. Fora os
engarrafamentos pelo aumento de carros nas ruas.
Os dirigentes
sindicais (antigos “cumpanheros” agora provavelmente usando
ternos e sentados nos escritórios refrigerados) demonstraram
uma “genialidade” ímpar. Jogaram a população contra a
laboriosa classe de motoristas de ônibus. Resta saber se a
intenção era realmente defender justos interesses dos
trabalhadores ou atiçar desafetos superiores de outras
facções políticas.