Pobre merece a$ilo?
Perto de 1970, um
assalto espetacular foi realizado contra um trem na Inglaterra
que transportava dezenas de sacolas com Libras inglesas. Um
dos assaltantes, Ronald Bigs, fugiu para o Brasil e aqui se
radicou para gastar os milhões furtados na ousada operação. O
nosso governo já naquela época dava sintomas de admiração por
meliantes que subtraiam valores alheios e o deixou livre, leve
e solto em nosso território. Por diversas vezes o tal pilantra
aparecia na imprensa com status de personalidade. Ali se
consolidava com mais firmeza o espírito da impunidade que
premia aos que caminham às margens da Lei(?) local.
Agora em 2009 mais um
caso se destaca na imprensa. Um condenado italiano está
garantindo a sua permanência em nosso solo para não ter de
cumprir pena em sua terra natal por crimes de morte. O tal
Battisti desfila por Brasília (só podia ser lá) com pose de
artista de cinema. Em breve deverá estar dando palestras sobre
assuntos escusos para os que desejam aperfeiçoar suas condutas
no mundo da marginalidade.
O Ministro Tarso
Genro alega que o tal elemento está sendo “perseguido” (mas
não é para ser assim mesmo com marginais?) politicamente.
Estranhamos que tal conduta não foi adotada pelo mesmo
Ministro quando há dois anos extraditou com rapidez os dois
pugilistas cubanos que participavam do Pan-2007 no Rio e
desejavam asilo político aqui. Faltou coerência nestes dois
episódios.
Ou faltou um bom
advogado para os dois atletas. Certamente ambos não “po$$uiam”
argumentos $ólido$ para conseguirem tal objetivo.