Série:
pelo meio dos ditados (20)
Ditados pelo meio
Ficam
sem pé
Meio
deitados.
Quem
cedo madruga
Tem
mais tempo
Para
caçar pulga.
Antes
só
Do que
acompanhado
Pela
turma do pó.
Onde
há fumaça
Tem
gente
Que
não passa.
Quem
entra na chuva
Escorrega no lameiro
Precisa de um chuveiro.
Água
mole em pedra dura
Depois
da poluição
Deixou
de ser pura.
Diga-me com que andas
Com um
pouco de sorte
Talvez
chegues ao Norte.
Em
terra de cego
Quem
tem um olho
Aumenta seu ego.
Cão
que ladra
Avistou um gato
No
meio do mato.
De
médico e louco
Corri
muito
Escapei por pouco.
Quem
não tem cão
Sendo
sensato
Não
entra no mato.
Não
deixe para amanhã
Se
faltar energia
Não
lerá a poesia.
Um dia
é da caça
Que
quando tem fome
A tudo
traça.
Mais
vale um pássaro na mão
Pois
isto garante o almoço
Do
pobre moço.
Quem
com ferro fere
Melhor
possuir gaze
Para
remendar a frase.
Em
casa de ferreiro
Se não
houver dinheiro
A vida
é um espeto.
Em rio
que tem piranha
Não
pise em jacaré
Para
não perder o pé.
De
grão em grão
O pó
do assoalho
Oculta
o chão.
Quem
ri por último
Come
mosca
Sem
farinha de rosca.
Gato
escaldado
Se
muito tossia
Bebeu
água fria.
Em
briga de marido e mulher
No
lugar da faca
Recomendo a colher.
Haroldo P. Barboza
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
11/09/2007