Existe um conceito que se acentua cada dia mais em nosso mundo
atual: o sincronismo, ou ação da sincronicidade, como ensinava
o mestre Carl Gustav Jung.
Vivemos absortos
em nossos problemas cotidianos, sem nos atentarmos para o fato
de que as tais “coincidências” não são, como pensamos, meras
coincidências. Creditamo-las ao acaso. Mas acaso nada mais do
que o funcionamento infalível da consciência universal que,
por falta de nome melhor adequado, chamamos de Deus.
Existe uma frase
fantástica que nos informa o seguinte: “acaso é um apelido que
Deus utiliza, quando não quer assinar a obra”.
Hoje a física
quântica já identificou que o Universo possui uma consciência.
E é essa Consciência que se encarrega de realizar os sonhos
que sonhamos. Tal como uma “lei de causa e efeito”, ela age
sutilmente, sem alarde, dando-nos ou tirando-nos aquilo que
desejamos que façam parte, ou não, de nossas vidas.
O problema é que,
inadvertidamente, desejamos e deixamos de desejar as coisas
com uma incomum displicência. E esse comportamento nos faz
construir e destruir as coisas em nossas vidas, sem nos darmos
conta do disso. Os resultados, normalmente, chamamos de
“ironias da vida”, mas não paramos para observar que fomos nós
mesmos que as criamos no tempo e no espaço.
Assim, pequenos
atos nossos, de forma solidária e descontraída, geram
situações agradáveis que, depois, classificamos como
“coincidência”. O contrário também é verdadeiro, quando algo
desagradável acontece e jamais iremos imaginar que aquilo foi
criado por nós mesmos.
Há um
sincronismo, sempre, entre os fatos e nossas ações ou
pensamentos imaginativos (criadores). Não temos noção de nosso
próprio poder. E embora já nos tenha sido informado que somos
criados à imagem e semelhança, comportamo-nos como alunos que
apenas decoraram a matéria, sem aprender de fato.
Olhemos para
mundo. Ele é hoje, nada mais nada menos do que aquilo que
acreditamos, aquilo que construímos no tempo e espaço, sem a
menor atenção.
A vida humana
está sincronizada. Todos são parte de um mesmo “ser”, mas
insistem em acreditar que cada é um é um ser separado do todo.
Ilusão. Esta é a palavra que define e explica tudo.
Em uma única e
tétrica análise, somos nós e somente nós, os criadores de
nossa própria desgraça, ou benção. A escolha é sempre nossa,
mas não exercitamos com consciência.
Novamente: o
problema é que não nos atentamos para este sutil detalhe,
estamos cegos para o óbvio.
Simplicidade!
Esta é a chave.
Aquela que abre as portas misteriosas daquilo que é claro,
nítido, explícito, mas que poucos vêem.
Parece haver uma
conspiração para que o homem seja escravo, que aceite as
“verdades” divulgadas como algo inquestionável. E talvez haja
tal conspiração, sustentada pelo poder material em destaque.
Mas isso nada mais é que uma ampliação programada da ilusão.
Seres que descobriram parte da verdade, se corromperam.
Elegeram o egoísmo como a força motriz do progresso. O único
problema deles, é que se obtiverem sucesso na empreitada,
todos sucumbirão. Todos.
Não há mais
dúvida de que vivemos sob o jugo de uma lavagem cerebral
coletiva. Estamos sendo preparados para aceitar a violência
como algo natural e não como um desequilíbrio, uma anulação da
harmonia entre os seres.
E estamos ligados
uns nos outros. Aquele que mata faz parte de sua vítima. Não
percebe, mas é parte integrante dela. Aquele que causa a fome,
será faminto um dia, pois determinou isso, acredite ou não.
Um homem, um dia,
teve a coragem de falar sobre tudo isso. Ele não fundou
religião nenhuma, seita nenhuma. Apenas viveu e morreu pelo
significado de uma única palavra: amor!
Como ninguém, Ele
conhecia a sincronicidade, a ligação, a verdade de que tudo é
tudo. Não há divisão. Que a unidade não pode ser dividida, sob
pena de causar o perecimento total. De todos e de tudo.
Isso é o que nos
revela o que podemos observar agora.
Portanto, todo
aquele que tiver olhos de ver, que veja!
Joaquim Saturnino da Silva
Publicação:
www.paralerepensar.com.br -
12/06/2007