Estamos vivendo um
tempo em que as estruturas se encontram em processo acelerado
de envenenamento sem que, as pessoas se preocupem e as
conseqüências são aceitas passivamente.
A televisão envenena,
descaradamente, a mente das pessoas com a “filosofia” da
vantagem a qualquer preço e do sexo barato, no pior sentido.
Os maus políticos
envenenam a moral e a ética, com conceitos absurdos, onde a
desonestidade é apenas uma coisa relativa. A única coisa que
os preocupam são seus salários, num claro estilo de mordomia
usurpada, às nossas custas. E pagamos calados a imposição de
impostos para cobrir os gastos deste novo “império romano
piorado”.
A grande maioria de
religiões e seitas, com claros exemplos demonstram que o maior
interesse é o material e que o espiritualismo se tornou apenas
moeda de troca para angariar vítimas. A suntuosidade de seus
templos vazios de Deus é uma revelação clara de tamanho
absurdo.
Traficantes aliciam
nossos filhos em cada esquina da vida, sempre certos da
impunidade quanto do lucro. E o consumo de drogas adulteradas
envenenam mais do que se possa imaginar. Jovens consomem
esterco de cavalo por maconha e pó de mármore por cocaína a
preço de ouro. O tráfico não distorce apenas as
personalidades, mas destrói os corpos de suas vítimas.
Mas onde está o
consentimento?
Ele está na nossa
omissão como sociedade que não poderia se deixar envenenar
como está acontecendo. Nos votos dedicados aos mesmos
vagabundos que parasitam o resultado de nosso trabalho.
Os sábios e
intelectuais de nosso tempo se encontram reclusos, com a
desculpa de que “não adianta nada”. Perderam-se as conexões
das ideologias por um mundo decente, melhor, aceitável.
Alguém fala em filosofia? Decência? Ética? Poucas pessoas.
Raríssimas e poucas pessoas.
Joaquim Saturnino da Silva
Publicação:
www.paralerepensar.com.br -
20/12/2006