Quando uma autoridade científica
alerta que, daqui a cinqüenta ou sessenta anos, o aquecimento
da terra a transformará e tornará a vida insuportável no
planeta, um imbecil diz: “que me importa isso, não
estarei vivo mesmo!”
E quando não diz pensa, pois seus
atos revelam seus pensamentos. Atos falhos que só os cretinos
geram tão bem, sem saber que o fazem.
O pior de tudo, é que não são
imbecis quaisquer, mas chefes de Estado como o alcoólatra que
comanda os EUA, por exemplo, que é o supra-sumo da estupidez.
Pois o Protocolo de Kioto, para ele, significa prejuízo
econômico, pouco importando se a vida venha a ser inviável
daqui a algumas décadas. Se é necessário algo que comprove
essa estupidez presidencial, basta verificar-se que New
Orleans, destruída pelo furação Katrina, permanece até hoje o
escombro de uma cidade.
O aquecimento global é um fato do
qual não podemos mais fugir. Já não temos as estações do ano,
como eram antigamente. Há duas décadas mais ou menos que a
natureza se rebela e revela seus desígnios, quando não
respeitada.
Mas o homem, centrado na sua
“sapiente estupidez”, segue destruindo tudo em nome de um
progresso que, na verdade, representa o maior retrocesso da
humanidade e pelo qual pagaremos muito caro.
E quando dizemos PAGAREMOS,
queremos dizer que nossos próprios descendentes pagarão, o
que, para alguém de bom senso, significa a mesma coisa.
Existe seres que deveriam ter
nascidos estéreis, para não povoar a Terra com predadores
descontrolados. Seres abjetos que, incapazes de avaliar que
seus desatinos transformam a vida em morte, sem cerimonial.
Pois seus atos predatórios
atingem a Natureza num primeiro momento e a humanidade na
seqüência.
Venenos correm pela seiva da
Terra, que chamamos de água. A vida murcha a olho nu.
Os avisos que chegam através de
furacões, vulcões e tsunamis, são solenemente ignorados pelos
imbecis e autoritários comandantes de seus estados.
Para cada um deles o centro do
Universo é seu umbigo. E assim o mundo passa a ter centros
plúrimos e, em última análise, centro algum. Pois o centro
único será destruído impiedosamente em nome de uma ignorância
sofisticada e arrogante.
Os animais entram em processo de
extinção. As florestas são dizimadas. E quando muito pouco
restar, quando for tarde demais, a humanidade será extinta,
como ponto final de uma história.
Deixaremos de herança, para os
que vieram depois de nós, se vierem, um ar irrespirável e uma
água envenenada. Estamos matando, ao permitir isso, a
viabilidade das gerações do amanhã.
Sacos plásticos, aos milhares,
sufocam a terra e muitos animais marinhos que não os
diferenciam de prováveis alimentos. Pilhas que transportavam
energia passam a transportar a morte através de componentes
químicos letais, ao serem abandonadas em lixões pelo planeta
afora. Baterias de celulares e outras congêneres seguem o
mesmo padrão.
A queima do petróleo retira das
entranhas da terra o calor adormecido a milhares de anos. E o
planeta aquece, aquece, mas a verdade só é aceita, quando vira
tragédia.
Cobertor de CO2 e
energia solar que não consegue retornar para o espaço, são
fatos interligados e comprovados: superaquecimento global.
Muitos reconhecem a Amazônia,
como “pulmão do mundo”.
E como destruíram seus próprios
“pulmões”, tentam hoje confiscar nossa floresta, através de
movimentos sub-reptícios. Criminosos posando de paladinos da
Justiça em favor do planeta, quando na verdade, o único
objetivo é apropriação da riqueza representada por uma
biodiversidade ímpar.
E se não defendermos nossa
soberania, estaremos anuindo com a asfixia da humanidade,
nossa própria gente inclusa.
Existem líderes no mundo, que
deveriam caminhar “de quatro”, pois seria mais condizente com
o cérebro que possuem. Pois todo aquele que não consegue
compreender o valor da Natureza e a grandeza de sua doação à
raça humana, deveria ter vergonha de caminhar ereto, como
verdadeiro homem.
Se existirem sobreviventes daqui
a 80 anos, eles nos condenarão. E nem será necessário
julgamento. Seremos culpados. Uns por sofrerem de uma crassa
obtusidade e a maioria por uma incontestável cumplicidade.
Pois a covardia do silêncio em nada difere o covarde dos
autores do crime!
Não é necessário que nos tornemos
membros do honroso Greenpeace, mas que tenhamos a noção de que
estamos destruindo o futuro da vida em nosso planeta. Mas que
não joguemos lixo em qualquer lugar, tornando nossa vida,
gradativamente, em lixo também.
Não precisamos nos tornar médicos
sem fronteiras, mas tenhamos amor a todas as vidas, como se
elas estivessem ligadas às nossas, como de fato estão.
Consciência é algo que não se
implanta nas pessoas, mas que cada pessoa deve ter, despertada
em si, naturalmente!
E despertar é a palavra
exata para a possibilidade de salvarmos o mundo – e nós mesmos
– de uma inevitável destruição, estúpida e sem sentido, como
toda destruição.
Joaquim Saturnino da Silva
Publiação:
www.paralerepensar.com.br -
29/08/2006