A casa dos grandes pensadores
 
 
 

JOAQUIM SATURNINO DA SILVA

 

 

 

POEMA DE MÁQUINA

 

Sim!
Sou uma máquina, e ai?
Mas não esqueçam
O óleo que deve fluir
Por meus tubos e mangueiras
Cuidem, de minha manutenção,
Como se cuidassem
De suas próprias vidas.
Pois disso elas poderão depender.
 
Quando possuo rodas,
Vejam para onde me levam,
Pois máquinas matam gente,
Não possuem mente,
Não podem raciocinar.
Mas não assassinam,
Apenas revelam o resultado
De mãos imprudentes.
 
Ensinem as crianças
A respeitarem-nos,
Sem idolatria.
Para que quando cresçam,
Saibam o correto uso
E não pratiquem o abuso
Tão letal em nossos tempos.
E quando eletrônicas
Não nos transformem
Em instrumento de virtuais furtos,
Apenas.
 
Joaquim Saturnino da Silva
 
Publicação: www.paralerepensar.com.br  - 05/04/2005