A
DESCOBERTA FASCINANTE DE UM ARQUEÓLOGO.
Autora: Marlene Passos
Sem
explicação uma mão surge e escreve na parede:
“
Estevan, vá até a antiga Babilônia, lá descobrirá algo
destinado a você”.
Estevan fica surpreso por tal aparição, mas deixando o
mistério de lado, faz as malas e vai ao aeroporto. O avião
alça vôo e a viagem segue perfeita. Ao chegar ao destino,
hoje a Mesopotâmia, chamada “terra entre dois rios”, aluga
um helicóptero e filma toda a beleza dos rios Tigre e
Eufrates, que nascem nas altas montanhas da Armênia.
Depois
do passeio, marca o ponto em que começaria sua pesquisa.
Arma barraca perto de uma montanha, segura o equipamento e
segue em busca da missão. Na mesma trilha conhece a
arqueóloga Mary e sua equipe, ficam amigos e com coragem e
determinação começa as escavações. Estevan entra em uma
caverna e Mary chega logo atrás. O arqueólogo começa se
inspirar nos pontos cardeais.
_ O
que está fazendo?
_
Estou seguindo minha intuição, começarei pela posição sul.
Estevan começou a escavar e, sem demora, enxerga algo. Mary,
rapidamente, o ajuda com o trabalho. Conseguem tirar uma
pequena caixa revestida de ouro.
_
Nossa! O que será?
_
Vamos tentar abri-la.
_ Está
lacrada!
_
Vamos tentar novamente!
Tentam
e nada, de repente uma mão surge como por encanto, abre a
caixa, desaparecendo em seguida.
_ Mas
o que é isso?
_ Não
sei... é melhor não perguntar o que não tem explicação!
Se
surpreendem ao ver um pergaminho dentro da caixa, escrito
no idioma local.
Mary
traduz a mensagem que fala sobre a alegria de Nabucodonosor
ao ver as forças egípcias do faraó, em Carquemis, na Síria,
e logo em seguida fala da tristeza pela morte do pai
Nabopolassar.
_
Nossa! Quem será o autor desse desabafo?!
_ O
que tanto terá escondido nessa antiga Babilônia?
_ Olhe
no final do pergaminho, está bem expressiva a homenagem a
Enlil, deus da Terra, do mar e da tempestade; e Ea, deus das
águas. E tem mais... fala sobre a profecia da estátua de
ouro, que significou o governo de Nabucodosor. Tinha 60
côvados ou seja, 27 metros de altura e 6 côvados, 2,7 metros
de largura. Um magnífico símbolo do Império Babilônico,
incluindo o jardim colossal.
_ É
uma amostra do tempo pagão, onde o povo era politeísta,
acreditavam em vários deuses.
_ Tudo
que se descobre na arqueologia é uma glória para a ciência.
De
repente a terra começa a trincar e um buraco enorme se abre.
Mary cai e fica pendurada. A caixa escapa de suas mãos,
perdendo-se na profundidade. Estevan segura as mãos da
arqueóloga e a salva, saem da caverna rapidamente, pois
apesar do tremor de terra, ficara uma pequena passagem na
abertura de saída, mas ainda assim ficaram inconformados por
perderem a caixa e o pergaminho.
_ E
agora?
_ É
incrível.... primeiro uma mão misteriosa coloca em nossa
frente uma relíquia do passado, em seguida nos tira tal
preciosidade!
_ O
que é isso, afinal!
Os
dois ficam ainda mais surpresos quando ouvem uma voz suave:
“ Vocês são cientistas do tempo, porém, muitas coisas não
conseguiram descobrir!”
_ Como
assim? Pergunta Mary.
A voz
continua: “ Na Idade Média, muitos relatos foram destruídos,
queimados, para que apagassem um bom pedaço da história.”
_ Isso
nós sabemos! Diz Estevan.
“
Continuem na procura”.
_
Sabemos que toda sub-raça necessita de uma evolução milenar!
“ Os
humanos ainda têm um longo caminho a seguir”.
“ Um
ancestral os ajudará”
_ Quem
é esse anjo da guarda?
“ Não
precisam saber de tudo, apenas o suficiente.
Os
arqueólogos saem do lugar e seguem em frente, junto com a
equipe e começam a escavar ao redor da caverna. Depois de
algum tempo uma luz brota das pedras. A ansiedade é tanta
que todos se esforçam muito. Pouco a pouco vai ficando
visível uma cabeça de ouro, uma visão magnífica. Mary
pergunta: _ Onde está o corpo da estátua? Como pode estar a
cabeça em um lugar e o corpo em outro?
Estevan diz: _ Calma Mary, essa cabeça foi símbolo de poder
e justiça, porém a ganância sempre esteve à frente!
O
resto da estátua pode significar as fases da
história,veremos o que nos será concedido!
_ O
tempo esconde muitos fatos, o que realmente está por trás de
cada cena?
_ O
mistério sempre estará no ciclo de cada vida, sabemos que
uma força superior nos mantém equilibrados nesse campo
gravitacional, mas... depois do vácuo, o que virá?
A voz
retorna, dizendo: “ Apenas uma parte do mistério estará
disponível para descoberta”.
_ Quem
é você afinal? Se mostre logo!
“
Respeitem cada momento, que tudo virá no seu tempo”. “ Não
queiram abraçar o mundo com dois braços, pois será
impossível!”
Mary,
com sua ambição, quer mais, por isso diz: _ Se podemos
encontrar a estátua toda por que nos contentar somente com a
cabeça?
De
repente um desmoronamento vem como avalanche e soterra cinco
pessoas da equipe. O restante afasta-se e recusam-se a
escavar novamente.
Mary
quer escavar e continua sozinha.
_
Calma, acho melhor pararmos com as escavações... só nos foi
permitido encontrar a cabeça, já é uma vitória!
_
Quero encontrar o resto da estátua, não consigo entender
como pode estar separada do corpo!
_
Mary, tente entender! Esse mistério está nos indicando o
limite.
Cinco
pessoas morreram, e você ainda quer encontrar a estátua
toda?
_
Quero!
_
Mary, vamos descansar, amanhã será outro dia! A procura
pelos vestígios do passado é longa, existem infinitos
caminhos, porém, é preciso ter consciência, nunca
descobriremos tudo!
_ Tudo
bem... seguiremos então outras trilhas do destino, deixemos
uma parte do passado descansar em paz.
_
Vamos seguir em frente, respeitando sempre o que nos é
concedido.
Descobertas, enquanto o restante da equipe se despede, e vão
tristes pelas mortes dos amigos.
Marlene Passos