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Diz o dicionário que
escatologia é a ciência que estuda o fim do homem e do mundo.
Mas como? Creio que o fim é apenas um recomeço, vou modificar
um pouco o sentido dessa interpretação, pois tudo que finda,
ressurge!
Nossos sentidos são
simbolizados por vários setores que nos dão a percepção do
entendimento, de uma compreensão melhor do real. Desde tempos
primórdios, fustigantes, tudo se refaz e tudo se constrói com
esplendor, num designer divinal.
É importante definir,
identificar a sensibilidade, não pelo cronológico e sim pelas
ações. O fim existe de várias formas, o fim pode ser um
abstrato sentido com ângulos sinuosos, ou até mesmo singular.
O fim pode ser tocante com o castigo dos hereges do amor, como
a saudade através da morte, pode ser polêmica, cheio de
controvérsias ou postulado parcial como uma atuante pretensão.
O fim pode ser, também, o começo de uma nova vida, pode ser a
intuição movida pela inspiração.
A vida é incrível em
suas condições. É preciso saber viver como diz o cantor
Roberto Carlos. Tudo se conecta em uma seqüência de fatos, é
uma restituição, é como se nascêssemos todo dia com uma nova
visão de ser. Há também os arrogantes, outros, traiçoeiros,
mas é assim que compõe-se a história, com heróis e bandidos.
Fala-se em amor,
paixão, mas são apenas propagandas enganosas.
O amor não pode ser
exilado, desertor, encarcerado, oprimido, enclausurado, o
verdadeiro amor é livre, é luz, é exatidão, é até herói! A
vida é como se fosse moldada através de hieróglifos, e como é
difícil decifrá-los!
O grande esplendor o
é quando reluzentes pensamentos chegam a alma e assim captura
carinhos diagnosticados como sensações indescritíveis. É como
já escrevi certa vez, que os ASTECAS temiam a palavra
NEMOTEMI, que quer dizer DIAS VAZIOS. E é justamente nesse
significado que os seres estão mergulhando, perdendo-se num
vazio sem fim.
Quando não há amor,
perde-se a idealização da sedução.
Escatologia estuda o
fim, mas a vida dos sentimentos se renovam a cada experiência,
pois o verdadeiro amor é um eterno recomeço.
Marlene Passos
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Publicação:
www.paralerepensar.com.br -
02/05/2006
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