O
ASTRÔNOMO E A LUZ NO NOVO MILÊNIO
Autora:
Marlene Passos
Um
astrônomo fascinado com o espaço, fica horas e horas fitando
as nebulosas, corpo celeste gasoso e nevoento formado de uma
concentração de gás ou poeira estelar. De repente seus olhos
se perdem em uma nebulosa difusa, cerca de 200 anos-luz, mas a
frente uma difusa típica medindo cerca de trinta anos-luz e
com densidade de dez átomos por centímetro cúbico.
Depois
de algum tempo seus olhos se afastam de seu telescópio
especial e fita o céu, podendo observar a única nebulosa
visível a olho nu, a de Órion, a mais brilhante e estudada
entre às difusas.
Antes de
repousar resolve olhar no telescópio novamente, desta vez se
sente maravilhado com a beleza da galáxia de Andrômeda, o
mistério espacial faz do astrônomo um verdadeiro sonhador, mas
se surpreende quando uma luz estranha tenta fazer contato,
tenta raciocinar, fazer cálculos, mas mesmo assim não entende.
Fica tão
ansioso que vai a casa de um amigo contar a novidade:
_
Cleiton, sei que é fora de hora, desculpe, mas preciso contar
o que vi!
_ O que
aconteceu, Carlos Augusto?
Os
amigos trocam idéias e Cleiton fica radiante com a novidade,
o tempo passa e o astrônomo resolve ir embora para um
descanso, o dia passa e a noite retorna com um aroma
convidando Carlos Augusto para mais uma visão fascinante pelo
telescópio.
Cada
momento parecia um novo espetáculo no espaço, estrelas
captavam as beleza do universo seduzindo ainda mais o
astrônomo sonhador, de repente lá estavam os mesmos sinais da
noite anterior, ele observa de todos os ângulos, se
surpreende ao ver o brilho se mover com tal velocidade que num
instante atinge a atmosfera.
_ Meu
Deus, como pode ultrapassar tantos anos-luz em
instantes?!!!!!!!!!
No repente do momento, toma conta de seu ambiente
de trabalho uma luz muito intensa, ele não entende, fica
atônito. A luz vai diminuindo a intensidade e logo se
transforma em um homem de barbas brancas envolto a uma aura
lilás, sem palavras a dizer o astrônomo se expressa com os
olhos.
O homem
de olhar bondoso diz: _ Precisamos ajudar a humanidade, a
missão será árdua, mas com fé conseguiremos.
_ Quem é
o senhor? _ pergunta Carlos Augusto (astrônomo)
_ Sou a
ajuda que tantos pedem em oração.
_ Por
acaso é Cristo, ou algum anjo?
_ Toda
alma conquista a liberdade dos anjos, dependendo da bondade do
coração.
_ Não
sei como poderei ajudar!
_ Todos
que possuem a sensibilidade dos sonhos, podem ajudar.
Você tem
uma alma pura, por isso o escolhi.
_ Sou um
simples astrônomo sonhador!
_ A alma
se faz nobre quando possui o brilho da simplicidade.
Me
sentarei em uma mesa com doze profetas e você será um deles,
traçaremos os caminhos para ajudar a humanidade.
_ Eu?
Como?
Serei eu
um apóstolo?
_ Você
fará sua própria compreensão.
_ E se
tiver outro Judas?
_ A
evolução espiritual lhes dará poder para entender a verdade no
olhar, pois a luz do coração estará fluorescente.
_ Todos
os heróis contados pela história foram traídos, por isso
morreram.
_ A
traição é a perdição da alma, cada erro cometido atrasa muito
a evolução. Por isso seremos unidos pela paz, lealdade e pelo
amor.
Os doze
profetas serão um astrônomo que é você, um sociólogo, um
médico, um policial florestal, um arqueólogo, um poeta, um
político, um padre, um espírita, um pintor, um deficiente e um
mendigo.
_ Mas
porque pessoas tão diferentes?
_
Justamente para provarmos ao mundo que o amor, a fé e a
lealdade cabem em qualquer lugar.
_ Mas
porque um mendigo e um deficiente? O que um padre e um
espírita tem em comum?
_ Ambos
acreditam na eternidade e no amor do Pai do Universo, mesmo
que seja de maneira diferente!
Nossa
missão será igualar as diferenças e unir os filhos do Senhor,
não existirá classes sociais, pois o mundo puro é de total
beleza e eterna juventude espiritual.
Da
enfermidade e da miséria brotará um mundo mais sensível,
humilde e conformado, com a luz da redenção mostrando aos
seres que a alma pode ser livre e nobre, é só querer
conquistar iluminados horizontes.
Cada um
de nós mostrará o amor em infinitas dimensões, em ângulos
positivos e verdadeiros.
Pessoas
não precisaram ser escravos da fome, ilusão causada pelo
próprio homem, unidos não faltará a ninguém.
Mostraremos que ao deixar o corpo, a única bagagem que
levaremos será o bem e o amor que conquistamos no período
terrestre, e a lealdade que ensinamos.
E agora
é hora de irmos, pois os outros nos espera na grande mesa da
sabedoria.
Então os
seguidores do bem se iluminam feito estrelas e contornam o
mundo com a magia de amar, ensinando aos povos que a união faz
o poder e o amor cristaliza esse poder.
Deus
sorri feliz e abre os braços para envolver seu rebanho,
confiando assim no próximo milênio.
As
estrelas entram em cena e nossa senhora canta um lindo hino
de paz e confraternização.
Marlene Passos