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- O mistério das águas turvas
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- Um grupo de pesquisadores resolvem partir em busca de mais
elementos para pesquisa na grande floresta amazônica.
- Chegam à Manaus , descansam e depois vão conhecer o INPA _
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.
- Ficam deslumbrados com a área de 400.000 m quadrados que
abriga a três campos de pesquisas.
- Já cansados pelo dia vão ao hotel pois o principal objetivo
era colher novas amostras da floresta.
- Tainá conversa com o guia que iria acompanhá-los:
- _ Olá, você que irá nos acompanhar?
- _ Sim, serei o guia da expedição. Meu nome é Augusto.
- _ Muito prazer, o meu é Tainá.
- Somos em 6, eu, Andressa, Taimara, Rodrigo, Renan e Otavio
- _ Ah sim, estou a par de tudo, mas não se esqueçam,
precisamos ficar unidos, jamais andar só a noite pois os animais
vorazes tem hábitos noturnos.
- As cobras sem veneno tem hábitos diurnos, porém existem
exceções...
- _ Não se preocupe, estamos cientes dos perigos.
- _ Agora é melhor descansar, sairemos antes do sol nascer.
- Se despedem.
- A madrugada desperta os ansiosos pesquisadores e assim vão
todos para o barco com o guia.
- O sol começa alaranjar o horizonte deixando visível a
paisagem fantástica da fauna e da flora. Pássaros colore o
espaço e galhos com vôos e cantos...
- Tainá filma e diz:
- _ Nossa!!!!!!!!!!!!1 que lindo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
- Que vontade mergulhar.
- Augusto diz:
- _ Se mergulhar sem conhecer o histórico do rio corre o risco
de não voltar, quem sabe até tornar-se uma lenda indígena, como
a lenda da vitória Régia...
- _ Sei que é perigoso, só estava brincando.
- _ Nessas águas turvas se escondem os monstros fluviais.
- Depois de um tempo Rodrigo grita:
- _Olhe pessoal, estamos chegando a margem do rio, parece um
paraíso de beleza!
- ... Árvores gigantescas mostram-se apresentando flores,
folhagens, dando a impressão até de uma outra dimensão.
- Desembarcam e é montado acampamento.
- O guia dá as ordens:
- _ Não se esqueçam , unidos sempre. Aqui perto há uma
cachoeira de águas cristalinas, lá não há perigo.
- Enquanto os amigos pesquisam as plantas, Tainá, a mais
moleque da turma segue outro caminho, Augusto vai atrás.
- _ Tainá, eu disse para ficarmos unidos.
- _ Eu sei, não vou me afastar, é que adoro macacos e vou
procurá-los.
- Um lindo macaquinho pula nos ombros da jovem, ela fica
encantada e depois ele sai pulando de árvore em árvore e ela
corre atrás.
- Sem perceber o perigo corre beirando o barranco, escorrega e
cai no rio e se enrosca em galhos, Augusto sem pensar pula para
salva-la.
- Sente perfurações mas mesmo assim continua tentando tira-la
daqueles galhos, surge um índio e os ajuda a sair da água.
- Augusto começa a sentir-se mal, o índio diz logo:
- _Só pode ser o terror das águas turvas.
- Tainá pergunta
- _ Como assim?
- _ Só pode ser o peixe candiru, um pequenino bagre que se
alimenta de sangue, ele entra por qualquer orifício e alimenta
do sangue da vítima até que a hemorragia o mate.
- _ Meu Deus e agora? Diz Tainá.
- O índio faz com que Augusto se deite perto de uma grande
árvore e sai correndo em busca de ervas.
- Sem demora o índio chega com uma bebida fazendo augusto
beber.
- _ O que é isso? Pergunta Tainá.
- _ É suco da fruta verde de genipa, é a única esperança para
expulsão do peixe. Vamos ter fé, pois não deve ser nada bom ser
devorado vivo por pequenos peixes, isso aconteceu com meu pai...
- É preciso beber várias vezes até que o peixe saia.
- Tainá chora de arrependimento:
- _ Foi minha culpa...você tentou me salvar e agora está
assim...
- _ Não se preocupe... já fui picado por cobra, já enfrentei
vários animais, sobrevivi a todas as experiências, vou sair
dessa também.
- Com sorte Augusto consegue expulsar os peixes de seu
organismo.
- Voltam os três ao acampamento e então o índio se despede.
- _ Aqui me despeço e tenham, mais cuidado.
- _ Qual seu nome? Nem agradecemos ainda!
- _ Sou o guardião da floresta e das pessoas iluminadas.
- _ Então você é um anjo?
- _ Não... sou apenas um índio que ama sua terra e seus
ancestrais.
- Se despedem e Augusto descansa enquanto Tainá conta aos
outros o acontecido.
- Ao despertar Augusto se surpreende com um beijo de Tainá.
- _Por que ?
- _ Você quase morreu para salvar minha vida...
- _ Faria tudo de novo...
- Os dois se olham e se beijam apaixonadamente...
- Depois de registrarem tanto perigo e beleza voltam ao barco
para partida, Tainá e Augusto abraçados olham pra mata e
enxergam o índio acenando pra eles.
- _Que maravilha, esse índio parece a alma da floresta.
- _ Vivemos outra vida nesse lugar.
- _ E estamos partindo para outra. E você partirá com seus
amigos?
- _ Antes da ciência vem o amor... vou ficar com você, farei
minhas pesquisas nesta região mesmo.
- Augusto a olha sentindo uma emoção única, completando sua
alma em um beijo...
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Marlene Passos
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Publicação:
www.paralerepensar.com.br -
13/11/2007
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