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O PARTO DE
MARIA
Pelas contas de Maria fazia, estava próximo o nascimento de seu
filho. Há quatro noites não dormia pensando como todas, nos detalhes
de como seria o seu parto. Ainda estava insegura com relação à
chegada de Jesus. Temia ainda a Bem aventurada sobre como se
apresentaria aquele Menino, prenunciado, o primeiro caso no mundo, o
mais importante, tinha convicção, a Rainha mais simples do mundo.
Simples da materialidade, simples de sobrenome, simples pelo jeito
de ser, simples no vestir, no comer, como morava, como se dirigia às
pessoas. Sabia a Consoladora dos aflitos de que todos eram crias do
Altíssimo, feitos da mesma essência, molhados do mesmo nada, e o
tudo que representavam para Deus.
Maria preocupara-se: pensava em sua humilde casa; Seria digna de
receber o Filho de Deus? Pensava especificamente no quarto tão
pequenino, de paredes carecendo de reparo; Olhavam nos panos que
preparara com muito esmero, dobrados dentro de uma mala ao pé da
parede, juntos com outros tantos que recebera de presente de amigas,
todos simples humildes, dignos de qualquer menino de família
humilde. Preocupara-se a Mãe do Salvador, como seria Aquele Menino,
que só ela sabia, era diferente, e como Ele se alimentaria dos seus
seios: Será que Ele ao vê-los abocanharia faminto e sugaria o seu
leite saciando-se, depois virando o rostinho querendo dormir?
Ou daria trabalho em pegar suas tetas, porque não necessitaria do
alimento daqui. Isso era uma das coisas que mais a preocupava.
Pensava ela: O prazer de uma mãe é alimentar e trazer ao colo o seu
filho. Caso o meu, O DE DEUS, que me honrou em me utilizar
integralmente, pois desde o início de minha gravidez não fiz outra
coisa senão, com a maior alegria de que um ser humano é capaz, me
entregar a cuidar do meu ventre, que em momentos tomava todo o meu
corpo: meu coração, minha cabeça, até a absorver também a minha
vida. Seria a maior decepção meu Menino rejeitar meu peito, não se
confortar no bercinho que mandei fazer para Ele. Maria, no entanto,
ao ter esses pensamentos, não conseguia completá-los, pois logo em
seguida, da mesma forma que recebera a notícia de que estava prenhe
do Filho de DEUS, só que forma silenciosa recebia a confirmação mais
ou menos assim: O FILHO é de DEUS, mas a mãe és TU e ELE tem outro
pai, José, que embora não tenha participado de sua concepção, da
mesma forma como o DEUS que tudo pode, de Ti Santíssima, tenha
escolhido o teu corpo, pela tua alma, tua santidade, deu ao MENINO
os dotes físicos de vocês dois. Nestas condições de humano. ELE
permanecerá. Alimentar-se-á como todos os recém-nascidos; crescerá
fazendo o que todo menino de sua idade fará. Será Distinguido em sua
Santidade, em seu procedimento social. Será implacável por justiça,
não falará banalidades como os rapazes do seu tempo, estará ligado
às coisas do Céu, por que com céu tem intimidade. Falará como DEUS,
posto que seja o próprio DEUS quem falará NELE. No resto, Maria MÃE
DE TODO MUNDO, o Teu filho não te dará trabalhos. Constrangerá-te,
quando for o tempo de entregar-se definitivamente, às coisas dos
céus; Mas esse tempo caberá a Ele determinar.
Como isso a Mãe de Fátima se acalentava e dormia, esperando
calmamente chutes do ventre, que eram muitos, o que refletia
tratar-se de um menino pleno em saúde e vigor.
José o marido fiel, não só com relação à esposa dileta, mas também
aos desígnios do Pai, fazia o seu papel de modo dedicado e, como a
Mãe, apresentava as mesmas ansiedades e preocupação. José passara
por uma situação muito difícil no princípio. Como um homem dos
nossos dias reagiria ao fato de ser convencido de que sua noiva
estava, já esperando um filho, justificando-lhe de sua fidelidade,
de que o menino que concebera acontecera por obra e graça de Deus,
através do Espírito Santo, tendo sido anunciado por um anjo que
conversara com Ela.
Acontece que não foi à toa que JOSÉ entrara na vida de Maria,
tornando-se, como Ela pedra do mesmo quilate. Porque hoje ainda,
quando nos referimos a José não o damos o grau de santidade e
importância como procedemos com Maria. É um erro. Como tantos que
cometemos, é um erro; E bom seria corrigirmos a tempo. José, na
criação de JESUS, depois de passar por todas as dificuldades que
Maria, que o Menino Deus, protegendo seu Filho perseguido,
protegendo Maria, protegendo o Projeto de Deus. Quem terá pedido
hospedagem naquela cidade lotada, aonde acontecia um censo, feito já
na intenção de encontrarem a DEUES, um rei por vir, que certamente
os incomodaria muito. Foi José, digo por que esse papel geralmente
cabe ao homem. Claro que José não nada do que fez sem ter sido pela
inspiração do Espírito Santo, mas aí se justifica mais ainda suas
glórias merecidas; Ele tinha também um pacto e uma importância muito
grande para com o Altíssimo. José ensinou a Jesus uma profissão, fez
Dele um carpinteiro igualmente como era. Cobrou dele dedicação,
garanto, abençoava o seu filhinho, comprava suas roupas, seus
sapatos, se divertiam juntos. Maria a mãe precupava-se com o que era
divino, com os prenúncios que ouvira da boca do Anjo. Chorava calada
por saber da sorte que aguardava seu querido Filho, chorava por ela,
pela humanidade inteira, chorava ao pegar as mãos lisas e coradas do
seu menininho, chorava olhando a sua fronte, os seus pés de criança.
Santa Maria, mãe de Deus sejais conosco, olhai nossas mãos, nossas
frontes nossos pés. Hoje SANTÍSSIMA, sofremos do mesmo modo que
sofriam os justos da vossa época. [Carecemos de uma mãe zelosa; M]
Na maioria das vezes vivemos a dúvida de nossa fé, dos nossos
merecimentos. O que vos peço, a Vós e a São José é que em prece,
roguem a DEUS pelos perdidos pelos que não sabem a que vieram ao
mundo, os que não sabem crer, coisa que Vocês dois tão bem fizeram e
ainda fazem. Pelo papel de VOCÊS, santos prediletos por DEUS, daí a
nós a gloria de uma vida plena, uma vida sintonizada com Deus, de
uma vida sem deslizes, de alegria, paz, tranqüilidade, fé,
obediência extrema ao Altíssimo. Peçam, MARIA E JOSÉ, peçam ao vosso
Filho: FILHO, não precisas mais sofrer as atrocidades físicas, nem
encarnar-se de humanos, a terra está cheia de falsos profetas. Daqui
mesmo manda o Teu Espírito Santo, faz o que os meus filhos pedem.
amém
Publicação: www.paralerepensar.com.br 20/12/2005
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