|
-
-
-
NATAL
-
Com a minha cara pálida,
de um pálido assim quase espanto,
eu vejo no céu com assombro
uma revoada de anjos.
São anjos de toda sorte,
uns alegres.
outros azuis,
todos rechonchudos
inquietos.
São todos anjos barrocos
da minha igreja mineira.
Com estes meus olhos caídos,
eu vejo um menino embrulhado,
nuns paninhos, coitadinho....
E faz um frio danado,
cá entre as montanhas de Minas.
Com minha voz entrecortada,
eu pergunto qual é o seu nome,
a mãe me diz; é Natal.
Com minha cara avermelhada,
em todo mês de dezembro,
eu fico me perguntando
Se Natal ainda existe,
ou se os anjos carregaram.
pra paredes da matriz,
um menino miudinho,
irmão daquele Outro,
cujo nome é Jesus!.
-
Todo Natal é triste)
MIA (18/11/2004)
|
|
-
|