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Se você se
decidir a celebrar o Natal, celebre-o como coisa de hoje e não como
simples fato ocorrido no passado.
Se você resolver fazer uma ceia natalina, faça-a, sem desperdício,
celebrando o aniversário do menino que nasceu numa gruta e não no meio
do fausto e do esbanjamento.
Se você está decidido a festejar o Natal armando um presépio, arme-o
não como coisa insólita, colocada numa parte de sua casa, mas como
algo evocativo de um acontecimento, que transformou a história do
mundo.
Se você se decidir a tomar parte na missa de Natal, procure dela
participar, fazendo de sua vida o que a missa é, ou seja, acolhimento,
oferta, transformação e comunhão.
Se você resolver enfeitar sua casa com arranjos natalinos, lembre-se
que o mais importante não é ter apenas o lar enfeitado, mas a vida
ornada de virtudes.
Se você se decidir a comemorar o Natal dando presentes, lembre-se que o
melhor presente que você pode oferecer não é isto, nem é aquilo, mas
é a sua disposição de servir, é o seu acolhimento, é a sua bondade,
é a sua ternura, é o seu amor.
Se você quer celebrar cristãmente o Natal e, para tanto, se dispuser a
distribuir brindes em orfanatos e creches, faça tudo para não ficar
apenas nisto e comece, desde já, a batalha para que haja uma sociedade
sem disparidades sociais.
Se você se decidir a festejar o Natal e resolver presentear os pobres,
comece a distribuí-los pelos mais abandonados, pelos mais carentes,
pelos mais miseráveis, pelos mais deserdados da vida.
Se você resolver comemorar a festa do nascimento de Cristo visitando os
doentes solitários, não se esqueça dos que estão em fase terminal,
dos que estão nos hospitais mais pobres, dos que estão nos casebres
mais humildes, dos que estão sem ninguém para lhes perguntar como vão.
Se você se decidir a festejar o Natal e resolver organizar um baile
pastoril, preste este serviço à nossa tradição, contanto que não os
faça sofisticados, ferindo a nossa cultura.
Se você quer comemorar o Natal enviando mensagens natalinas para os
seus amigos, use deste bonito e fraterno costume, contanto que elas
evoquem o fato do nascimento do Salvador e não sirvam simplesmente para
desejar “boas festas e feliz ano novo”.
Se você se decidir a comemorar o nascimento do Redentor ao receber seus
cartões de Natal, sinta-se feliz por saber que foi lembrado; que alguém
lhe deseja coisas boas e amizade por você está no coração de alguém.
Finalmente, se você vai celebrar o Natal e deseja fazê-lo cristãmente,
não precisa ir a Belém, deixe que Belém vá a você, o que acontecerá
se sua pessoa imitar Jesus, Maria e José.
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Pe.
José Gilberto de Luna
Pároco da Paróquia do Santíssimo Sacramento e Sant’Ana, em
Salvador.
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