Guerra
Lares devassados, vidas
desventuradas
Negra dor que os mísseis vão semeando
Sonhos desfeitos, esperanças arrasadas
Raízes secas de um jardim murchando
Pelas tuas mãos corpos
dilacerados
Espigas febris do joio que plantaste
Tenros sorrisos ensangüentados
No lume da fogueira que ateaste
Homem feroz, o mundo não é
teu
Só o império de escuridão e breu
Desta guerra, disforme sinfonia
Notas de vil e insana
loucura
Em lágrimas inocentes de amargura
Na noite imensa que avassala o dia
Nita Ferreira
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
12/08/2006