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Liberto a minha voz
Liberto
a minha voz
no tempo algemada
para desvendar
o amanhã
janela solta do ontem
cinzenta sela gradeada
Liberto
a minha voz
até que o eco
atravesse a montanha
e a noite se vergue
se renda à luz do dia
e o delito da mentira
e do egoísmo
se façam poesia
Nita Ferreira
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
25/09/2006

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