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MENINO MEU
Entre doiradas palhinhas de um fino oiro
Nascido foi do ventre da Virgem pura
Logo sorriu abençoado o Menino tesouro
Entre parcos véus de humildade e de ternura
Não aos palácios engalanados de nobreza
Quis que o estábulo seu divino berço fosse
E nas mãozinhas de sol pôs toda a riqueza
Do seu sorriso virginal tão puro e doce
Menino meu, onde estás? Tanto te anseio
E te procuro em cada rua, cada praça
E em cada réstia de sorriso sem favor
No materialismo e consumismo em devaneio
Me desespero sem vislumbrar a divina graça
Que não enxergo entre angústia e desamor
Nita Ferreira
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
20/12/2005

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