|
SEM PRESENTE DE NATAL
Apressam - se os
dias nas horas que são lentas
Enche-se o peito com o preito de Natal
Os olhos no horizonte vão anseando guarida
Mitigando dores forjadas num mundo desigual
E lançam-se as sementes do ódio e da discórdia
Pelos campos que são de batalha e não de flores
E o grande estandarte que mais alto se alevanta
É o ter sobre o ser...arrogante e sem valores
O mundo é o feudo da rude desigualdade
A injustiça avança...impera sobre a terra
E sem presente de Natal chora uma criança
Porque o vil metal brada acima da verdade
E no bolso engatilhado trazem o ódio e a guerra
Muitos dos que falam de um Natal de esperança
Nita Ferreira
 |