Sempre tu e eu, doce poesia
Sempre tu e eu, doce poesia
Quando as pedras ferem os meus pés
E os gumes cortantes da invernia
Abalroam e gelam o convés
Sempre tu e eu, doce poesia
Num mar de esperança luzidia
Cultivando campos de luar
E sonhos de dimensão sem par
Sempre tu e eu, doce poesia
Sem saber calar a nossa voz
Soltando o que vai dentro de nós
De peito aberto ousando rebeldia
Sempre tu e eu, doce poesia
E o segredo daquele nosso navio
Ao cais de nós eternamente ancorado
Pronto a içar velas e partir...
...no dorso de um novo sonho alado!
Nita Ferreira
Julho 2006
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
17/08/2006