Só a PAZ
A noite cerra os olhos lentamente
E eu inerte num sonho apagado
Nas estrelas do céu resplandecente
Nenhum hino, nenhum eco é escutado
E a lua leal, confidente eterna
Na orla de tal sonho falecido
Irradia, compreensiva e terna
Um afago a um rosto entristecido
As raízes do sonho que era dia
Fizeram-se noite e aragem fria
E vieram morrer no meu regaço
E um sonho, ninho de vida e festa
Parece moribundo ou dorme a sesta
Só a PAZ dorme em mim de cansaço
Nita Ferreira
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
12/08/2006