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Paulo
Leminski, nasceu em Curitiba, Paraná, em 1944. Mestiço de polaca com
negro, sempre viveu no Paraná (infância no interior de Santa
Catarina).Publicou Catatau (prosa experimental), em 1976, Curitiba, ed. do
autor. Não Fosse isso e era menos / Não fosse tanto e era quase e
Polonaise (poemas, 1980, Curitiba, ed. do autor). Publicou poemas com
fotos de Jaque Pires, no álbum Quarenta cliques, Curitiba, 1979, ed.
Etcetera. Teve as seguintes obras publicados pela editora Brasiliense
(SP): Cruz e Sousa, 1983; Caprichos e Relaxos, 1983; Matsuo Bashõ, 1983;
Jesus a. C., 1984; Agora é que são elas, 1984; Leon Trotski - a paixão
segundo a revolução, 1986; além de traduções. Morreu no dia 7 de
junho de 1989.
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“A noite - enorme, tudo dorme, menos teu
nome.” (Paulo Leminski)
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"nunca
cometo o mesmo erro
duas vezes
já cometo duas três
quatro cinco seis
até esse erro aprender
que só o erro tem vez"
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"O poeta que aqui se lê,
a exemplo dos faraós, construiu uma obra capaz de continuar falando, por
si só, como as pirâmides, e transcender mesmo no deserto a aridez da
mesmice de nossa finitude. E essa vida que se mostra, se despe e se
despede, nos deixa com gosto de mais vida e muito, muito mais poesia, de
um jeito tal que, tenho certeza, ainda vai haver poesia um dia."
(Alice Ruiz)
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1
P O E M A & 3 H A I K A I S
A
lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.
Não
tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!
Era
uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.
A lua ficou tão triste
com aquela história de amor,
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o mar o azul o sábado
liguei pro céu
mas dava sempre ocupado
hoje à noite
lua alta
faltei
e ninguém sentiu
a minha falta
meio dia três cores
eu disse vento
e caíram todas as flores |