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Bruno Silva de Carvalho
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Qual a religião correta?
Por: Bruno Silva de Carvalho

Francisco viveu em uma era não muito diferente da nossa, uma era marcada por diversos conflitos, sobretudo disputas religiosas. Quando se toca neste assunto fica um questionamento no ar: O que leva o homem a pensar que existe uma religião correta? Na época de Francisco de Assis as pessoas não possuíam um conhecimento do mundo como se tem hoje, a Igreja tinha o poder de mandar seus filhos para o céu ou para o inferno.
Não é necessário ir muito longe para observarmos o caminho e o modo com que o homem entende e pratica a religião. Vamos entender um pouco de cultura. Quando voltamos ao século XVI da história de nosso país nos deparamos com um povo escravizado, sem direito, até mesmo, a prática da fé. A partir daí podemos nos perguntar: Como pode um povo não pode ter o direito de praticar sua fé se justamente o que o move é a fé?
Então, nas aquelas humildes senzalas começaram a prática de uma cultura, um rito religioso que não deveria ser compreendido pelos brancos (Senhores de escravos). Ali nasceu um cristianismo diferente, com valores diferentes, no entanto, baseado em uma doutrina de amor e bondade. Ali, naquelas humildes senzalas, nasceu uma filosofia de vida que hoje gera muita polêmica, preconceito e, que na maioria das vezes, é mal vista por grande parte das pessoas. O que nós conhecemos hoje por Umbanda, candomblé e dentre outras culturas afros estão intimamente ligadas ao cristianismo.
O povo escravo não tinha liberdade de professar a mesma fé que seus senhores professavam daí vêm os diferentes nomes dados aos Santos, tais como: Oxalá, Iemanjá, Ogum, dentre outros.
Voltando a Francisco podemos constatar que com ele não foi diferente, se observarmos a passagem em que ele vai às cruzadas e entra em território árabe, também entra em uma cultura e religião também muito diferentes daquelas praticadas. O motivo que leva Francisco até o Sultão é justamente esse, tentar um acordo de paz.
Na atualidade não é diferente, quando ligamos a televisão podemos ver notícias trágicas envolvendo pessoas extremistas ligadas a diferentes crenças.
Não apenas Francisco pode nos dar testemunho de que entrar em conflito na tentativa de provar qual Deus é mais forte não vale à pena, Jesus também nos ensina isso em um de suas passagens, veja: Mestre, vimos alguém que em Teu nome expulsava demônios, e nós lho proibimos, porque não nos seguia. Jesus, porém, lhe disse: Não o proibais, pois não há ninguém que faça um milagre em meu nome e fale mal de mim. Pois, quem não está contra nós está a nosso favor. (MC 9, 38-41).
Em pleno século 21 ainda temos estes tipos de problemas, os mesmos que ocorria em uma Europa marcada pelo medo e tirania impostos pela Igreja. Os tempos passaram e as idéias se expandiram, façamos de nosso dia-a-dia um tempo melhor para viver e professar a fé em um Deus que se encontra em todos os lugares e se deixa chamar por vários nomes (Alah, Jeová, dentre outros).
Mas, no início de nosso texto, deixamos uma pergunta que ainda não foi respondida (Perguntar se as pessoas se lembram do que foi perguntado). A pergunta foi: Qual é a religião correta? Não respondo e não sei se poderei algum dia responder este questionamento. Certa vez um teólogo francês deu uma belíssima e sábia explicação do que é uma religião e ele disse o seguinte: “A religião funciona para o ser humano com uma antena para o rádio, como o rádio necessita de uma sintonia, o homem também necessita de algo que lhe sintonize com Deus, que é a religião de sua escolha.

Veja abaixo o fragmento retirado das fontes franciscanas onde retrata a visita de Francisco ao sultão:


Entre a 4ª e 5ª cruzada houve algumas expedições militares contra os infiéis. De uma delas, que aportou no Egito, participou São Francisco de Assis.
Quando São Francisco, movido pelo amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, ao qual via ser repudiado pelas hordas de infiéis muçulmanos, que eram combatidos pelos cruzados, aproveitando uma trégua entre os terríveis combatentes, partiu para o deserto com o fito de convertê-los à fé verdadeira, não pela espada, mas pelo amor a Deus e ao próximo, conta-se que assim se sucedeu:
Ia São Francisco pelo deserto quando soldados do sultão local, ávidos de sangue, caíram sobre ele, mas, ao notarem os trajes andrajosos e a pobreza do peregrino, e que não trazia armas, mas somente um tosco bornal e um cajado, decepcionaram-se e, maior que a decepção foi a surpresa quando ele lhes disse quem era, bradando altaneiro: “sou arauto do grande Rei, sou a trombeta do Imperador”.
Diante disso, os soldados levaram São Francisco à presença do sultão que, informado de quem se tratava, mas muito desconfiado e como que querendo divertir-se, indagou-o com descrença:
– Então, és arauto de um rei. E que rei é esse, e quais seus objetivos ao enviar-te a nós assim, desta forma vestido e sem aparato militar que demonstre seu poder?
Tirando uma das mãos de seu cajado e apontando para o alto, ao mesmo tempo em que com grande enlevo fitava o imenso céu crepuscular do deserto, São Francisco respondeu calmamente:
– Sou arauto do grande Rei, o Deus de Amor, Senhor de todas as coisas que enviou-nos Seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós em uma cruz. Mas que vencendo a morte pela morte, ressuscitou e subiu aos céus, onde está à direita de Seu Pai. E todo aquele que nEle crer não morrerá, mas terá a vida eterna. Eu vim para trazer-vos esta boa nova, a fim de que vos torneis seus súditos.
Os mulás presentes se indignaram e com fortes brados protestaram pela morte do insolente.
Ao ouvir isso, o sultão percebendo que São Francisco era um cristão e admirado com sua coragem e pura intenção, redargüiu:
– Com um arauto tão solene e convincente nas palavras e atos, esse rei não poderia também, já que é tão grande senhor, demonstrar seu poder e riqueza com um séqüito mais poderoso?” Pois tuas palavras também me servem para designar Alá, e, ao invés de Cristo, por que tu não crês no profeta Maomé, o verdadeiro enviado de Deus, e não obedeces ao seus mulás que aqui estão?

São Francisco e o sultão ayyubide al-Malik al-Kāmil
Fitando a enorme fogueira que ardia ao lado da tenda, inspirado por Deus, e, vendo que de outra forma não poderia penetrar naqueles corações endurecidos com o suave e salutar dardo do Amor Divino, São Francisco propõe:
– O que é o séqüito senão a escolta que protege o emissário, por mais indigno que este seja? Ora, façamos, pois uma prova e depois ireis me dizer qual é o verdadeiro emissário, Jesus Cristo ou Maomé. Entremos todos, os mulás e eu, nesta flamejante fogueira. Aquele que detiver o verdadeiro mandato, por mais indigno que seja, sairá ileso e demonstrará com isso a verdade que deve guiar todo homem.
O desafio era entre Cristo e Maomé. E São Francisco já largava de lado o bornal e o cajado e se preparava para adentrar o fogaréu, quando, desesperadamente, o líder dos mulás joga-se de joelhos ante o sultão clamando em prantos loucos de pavor e pedindo suspensão da prova, enquanto os outros se amontoavam assustados em um canto da tenda.
O sultão, conformado, exclama:
– É, parece que Alá não foi bem servido hoje! E, voltando-se para São Francisco, suplica-lhe que não entre no fogo, louva-lhe a confiança que depositava em Cristo e, respeitoso e encantado, diz-lhe:
– Se outros cristãos dessem o exemplo que tu dás, eu não hesitaria em me tornar cristão também.
Depois disso, faz com que São Francisco seja conduzido em segurança de volta às linhas cristãs.
Conta-se que no leito de morte, o sultão, em seu país, recebeu miraculosa visita de São Francisco, que se encontrava ao mesmo tempo na Itália, e se fez batizar cristão tendo morrido no seio da Igreja.



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