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Artigo
 
A CONDIÇÃO SOCIAL E A FORMAÇÃO CULTURAL COMO CONDICIONANTES AO ACESSO DO ENSINO SUPERIOR.
Por: Dom Gaspar I

A questão da desigualdade social no Brasil, tem raízes históricas, decorrentes do processo de evolução sócio-econômica do país e apresenta-se, atualmente, como um dos mais sérios problemas pendentes de solução econômicas e político-sociais propriamente ditas.

O óbvio é que em todas as partes do mundo, a formação da riqueza econômica e da cultura das nações depende diretamente do valor da sua educação superior. Nesse sentido a educação superior pertence a cada um dos membros que compõe uma sociedade, não é de uso e exclusividade este serviço, que esteja voltada a somente a privilegiar classes dominantes chamadas de elites econômicas, não é de sentido único que se beneficie somente aquele que obtém um título, um diploma.

No entanto, há de se apontar pontos críticos ao estruturar a formação de docentes, pesquisadores e profissionais das mais diversas áreas, ao produzir e propagar/divulgar o conhecimento, ao abrigar e desenvolver as ciências, as tecnologias, as humanidades e as artes, ao contribuir para o incremento das riquezas materiais e das identidades culturais, a educação superior revela-se absolutamente estratégica para a independência econômica e cultural das nações.

Por essa razão, imprescindivelmente, a educação superior é estrategicamente viável para um país como o Brasil, que precisa resgatar seu papel de desenvolvimento econômico e social, gerando particularmente empregos, para uma nação que quer sustentar a sua soberania e identidade tornando-se mais justa e menos desigual.

Há alguns aspectos sobre a educação superior que necessitam de uma reflexão pedagógica:
O custo para a formação de um estudante através de instituições de ensino público
superior, é maior do que o do setor privado?

O poder aquisitivo de alguns alunos e/ou que têm “certos privilégios” representam
a única possibilidade de acesso à educação superior e de formação qualificada?

Sem dúvida, é incoerente silenciar tais fatos, porém emerge-se a necessidade de uma política de expansão da educação superior, não para justificar esta ou aquela instituição, este ou aquele setor, mas para possibilitar uma expectativa de vida a milhões de brasileiros, para oferecer-lhes a oportunidade de contribuir/retribuir de maneira ainda mais presente e qualificada para o desenvolvimento do país; saindo do quadro persistente de desigualdade social, onde é revelado o resultado desta equação neoliberalizante: investimento na instituição de educação superior: pública, laica e gratuita.

O Brasil observando necessidades na área da educação acaba se fragilizando em alguns programas como o Programa de Financiamento Estudantil (FIES), onde há injeção de muitos recursos esquecendo-se das estruturas institucionais que necessitam de verbas para poderem dar sustentação ao ensino superior..

De contrapartida há alguns anos a legislação brasileira enfatiza as instituições filantrópicas a destinar 20% de suas vagas a estudantes considerados carentes.

Será que toda a sociedade conhece os teores e de como são distribuídas tais vagas?

E sobre a qualidade dos muitos cursos oferecidos a sociedade - que procura absorver o
conhecimento teórico-prático, têm estas instituições correspondido ao investimento
público realizado?

Graças aos organismos competentes e a sociedade, tais cursos destas instituições públicas são permanentemente avaliados.

Os excluídos da educação superior brasileira não querem apenas uma oportunidade de acesso a curso de graduação: mas pelo senso de direito o que querem, é a igualdade de oportunidade para a obtenção de formação superior qualificada e sua devida inclusão no mercado de trabalho.

Prof. Edilberto A Gasparetto

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