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Artigo
 
O Fenômeno "M.H"
Por: Cristian Haese

Se você decidiu ler este artigo por curiosidade, diga aos que não leram por acharem o título sem graça o que você foi capaz de assimilar, seja concordando ou não...

Vamos direto ao ponto: chamo de "fenômeno M.H" o processo de "MANUTENÇÃO da HIPOCRISIA" em que estamos inseridos no dia-a-dia. É realmente um fenônemo o fato de vivermos num sistema que precisa ser alimentado pela hipocrisia de se buscar ser o que não é às custas de se fazer o que não é capaz. Ou seja, o fenômeno da manutenção da hipocrisia pune, condena, oprime quem tem a ousadia de fazer o que aqueles que necessitam de luzes para se sentir alguém não conseguem fazer: PENSAR!

Simples? Longe de ser... Pensar foi, é e sempre será a arma mais perigosa e ameaçadora para aqueles que viveram a maior parte da vida sem conseguir responder a simples questão: "quem sou eu?" ... Ou seja, estamos num mundo onde as pessoas que não sabem se enxergar como atores a desempenhar seus vários papéis que o palco da vida exige: pais, mães, maridos, esposas, funcionários, gerentes, presidentes... Enfim, pessoas que não sabem estabelecer a diferença do que se é na essência daquilo que se faz (papéis), sentem-se profundamente ameaçadas e inseguras quando estão próximas de outras que são bem resolvidas neste sentido e sabem quem são, para que vieram ao mundo e qual é sua missão.

Você já deve ter vivido situações assim (se você pensa, é claro...), onde o simples fato de ter dado uma ídéia que o outro não foi capaz de ter o colocou, ao contrário do que qualquer criança numa roda de brincadeiras poderia perceber, numa situação de risco: risco de perder o emprego, risco de perder o casamento, risco de perder o amigo..., e por aí vai. Tipo, "você não tem o direito de ter essa idéia, porque eu tenho sempre as melhores idéias..."

O fenômeno M.H (manutenção da hipocrisia) ensina que todos os que pensam devem fazer de conta que não pensam para alimentar o sistema. Aliás, sistema que precisa ser nutrido com a pseudo idéia de que a maioria é ignorante e está feliz com o que se vê. Geralmente os condutos do fenômeno M.H são os que precisam de poder, status, reconhecimento, holofotes e brilho para sobreviverem. Estes não conseguem enxergar nas coisas mais simples da vida as verdadeiras razões para se construir felicidade: bater papo com a família, conversar com a esposa depois que os filhos foram dormir sem esperar por sexo no final do papo, comer algodão doce com uma criança, cantar, viajar ouvindo música, comer feijão com farinha, arroz, ovo frito e banana..., e por aí vai.

Os protagonistas do fenômeno M.H precisam achar que tem poder sobre a vida dos outros para viverem a mediocridade do que chamam de "vida". No dia que perdem um título, uma placa na porta do escritório, a sala com ar condicionado ou o controle sobre um grupo específico de pessoas (subordinados), simplesmente morrem de A.V.C, infarto, depressão... Deixam para trás esposas, maridos, filhos, momentos e histórias que poderiam ser, definitivamente, escritas de uma outra maneira.

Não adianta. Eu e você vivemos num mundo que é assim! O fenômeno M.H está em todo lugar: nas empresas, nos lares, nos meios sociais, no governo... A grande questão hoje é: de que lado eu estou? De que lado você está?

Vamos aprender a sorrir e viver, pensando, ainda que seja crime! E lembre-se, amigo leitor: ESTAR no fenômeno M.H não significa SER do fenômeno M.H... Entendeu? Vá em frente e viva!...

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