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Crônica
 
O AMOR NA PEDRA QUENTE
Por: Marcos Costa Filho



Era uma linda tarde de verão. A imensidão ondulante de um tapete muito azul, mais escuro do que o firmamento, onde um número incalculável de algas, responsáveis pela fosforescência dos mares, cumpriam seu papel, tornavam a luminosidade emergente ofuscante aos olhos do jovem casal enamorado.
A vagoneta corria produzindo um barulho cadenciado quando suas rodas passavam nas emendas dos trilhos.
Os imensos blocos de pedra mudavam de tamanho e posição à medida que a vagoneta quase voava com sua vela enfunada. Um triângulo mais parecendo uma grande asa.
A maresia acariciava os corpos tostados pelo sol. Ela, morena, estava agora que parecia um cristal de jade, brilhando com um esplendor que ressaltava sua beleza. O cabelo esvoaçando e o perfume que exalava do seu corpo, num afrodisíaco chamado a cumprir-se o biológico sentimento da vida, chegavam até seu namorado, sacudindo-lhes os impulsos, tornando-o cada vez mais submisso aos desígnios de um amor que freneticamente latejava em seu corpo por inteiro.
A imensidão do céu, que ao longe tocava o mar se confundindo no horizonte, mal diferenciando-se por uma leve matiz de azul ficou sendo observado pelo par de criaturas, que mesmo fazendo parte de tão bela natureza, numa partícula tão ínfima, pareciam os donos de tudo.
Agora, do alto de uma pedra, na ponta dos molhes, enlaçados com os braços e confundindo-se de corpo inteiro, observavam como se os reis fossem, toda beleza de um paraíso envolvente, onde reinavam soberanos.
As ondas batiam nas pedras do imenso molhe, imponente, quatro quilômetros mar a dentro.
O marulho era como um sussurro cadenciado, fazendo música ao fundo e as cristas alvas das frias ondas quebradas nas arestas íngremes, gentil e docemente borrifavam, amenizando a quentura que o sol fizera ter a pedra que abrigava o quadro do amor... que ali se fez!














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