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Humberto Pinho da Silva
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Crônica
 
INEZITA BARROSO - A MAIOR CANTORA DA MÚSICA CAIPIRA DO BRASIL
Por: Humberto Pinho da Silva


No passado mês de Agosto, completou sessenta anos de Carreira, a genial Inezita Barroso, a mais famosa intérprete da música caipira.
A cantora, que tem voz inconfundível, conheceu na juventude a genuína música caipira, que nasceu no Brasil rural, e foi, e ainda é, cantada pela gente simples do campo.
No vidro que gravou em 1991, a cantora, que pertence a família de abastados cafeicultores, conta a infância feliz, que a seu parecer, foi linda:
“ Aliais a minha infância se prolonga até aos 16 anos. Naquele tempo brincava-se na rua, aquelas cantigas de roda, jogos infantis. Brincava como moleque, porque meus amigos, na maioria eram meninos; já que tenho um único irmão. Então era bicicleta, era pião, futebol. Brinquei de tudo, até bem tarde. Meu pai era super alegre, muito culto e de família do litoral. Minha mãe pertencia a gente de fazenda, do interior de São Paulo.”
E mais adiante acrescenta: “Tenho várias lembranças, muito doces. Minha mãe levando-me para cantar com sete anos. Vestidinho cor-de-rosa, cabelinho com fita, que nunca parava.”
“ Quando chegávamos ao lugar onde devia cantar, sentava-me no chão, porque era muito inquieta. E ela com carinho, arrumava a fita no cabelo. Dava-me, então, beliscões no rosto, para ficar corada; eu tinha ódio disso. Ainda não existia blush. Meu pai afinava-me o violão. Não tocava, mas afinava perfeitamente.”
“ A primeira vez que cantei com violão, foi ele que afinou. É uma doçura isso. Ele sempre se interessou por mim, e pela minha carreira, até ao dia que morreu.”
Inezita Barroso, cujo nome de baptismo é: Inez Magdalena Aranha de Lima, nasceu em São Paulo, a 4 de Março de 1925.
Muito cedo, quando ia de ferias para as fazendas da família, conviveu com os trabalhadores rurais, e coligia, cuidadosamente, todas as letras, que estes entoavam na roça e aos serões, após o dia de trabalho.
Foi com essa gente simples, na maioria analfabeta, que em menina, cantava as tradicionais coplas sertanejas, ao som da viola portuguesa, violão e sanfona.
Nessa recuada época, a maioria dos brasileiros viviam no campo e a má influência da música comercial, não se fazia sentir.
Hoje a música sertaneja sofre graves influências, que começam apartá-la das raízes, e se cantor há, que ainda conserva a tradição, deve-se muito ao aturado trabalho de Inezita Barroso.
O seu programa “Viola, Minha Viola”, gravado no Teatro Franco Zampar, todas as quartas-feiras, em São Paulo, é o de maior audiência da TV Cultura. Além de interpretar belas canções do folclore brasileiro, Inezita, apresenta o melhor que há de música caipira.
Inezita Barroso, que é também notável atriz de teatro e cinema, foi condecorada, em 2003, com a Medalha Ipiranga, pelo governador de São Paulo, Ackmin, e deu o nome ao Hospital do Câncer de Bernabé.
A cantora é doutorada Honoris Causa, em Folclore brasileiro pela Unicapital, e em Folclore e Arte digital, pela Universidade de Lisboa. Lecionou, até 2009, nas Faculdades Unifai e Unicapi.

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