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João Bosco Soares dos Santos
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Crônica
 
MINHA ALDEIA
Por: João Bosco Soares dos Santos

DO LIVRO MINHA LADEIA, VOLUME I.

Os dicionários Aurélio e Mirador definem ALDEIA como pequena povoação, de categoria inferior a vila; povoação; povoado. Mas o Lello, edição de 1978, Porto, Portugal, define-a como localidade pequena, sem jurisdição própria e, por extensão, CAMPO.
Para mim, definindo com a conotação do meu coração, ALDEIA é qualquer povoado, qualquer refúgio ou recanto de planeta onde haja amor e afeto entre familiares e vizinhos; qualquer espaço onde haja uma comunidade de seres humanos inteligentes, vivendo em união espiritual e material, em comunhão de afeto, cuidado, zelo e respeitabilidade mútua e honestidade, onde haja paz, harmonia e pura alegria, de maneira completa e perfeita; onde o esteio e a estrutura, quer de uma única aldeia, quer de muitas e todas elas unidas, globalizadas na atualidade, sejam um berçário de paz e de construções eternas de alegrias, idéias, vidas, sonhos e esperanças, não importando o seu estágio civilizatório.
E é também um CAMPO infinito em extensão e em fontes de belezas e criatividades materiais, imateriais e de afetividades reais e solidários carinhos; onde a complacência seja continuadamente exuberante em abraços e confraternizações leais e sinceras; a solidariedade seja luz, caminho e ação para uma concreta ajuda aos mais necessitados; e onde o perdoar e o agradecer sejam as moedas mais presentes.
Assim, é possível conceber e ampliar que cada um de nós, individualmente, também é ALDEIA e que o universo vivencial humano também, por excelência, deve sê-lo.
A estas concepções, foi agregada a parcela da força impulsionadora do vôo que lhe deu o magistral Fernando Pessoa, com os olhos de seu coração, mais sensíveis e mais potentes, que não obedecem a fronteiras nem a horizontes físicos.
Este mágico poeta, utilizando-se do seu magistral imaginário, produziu esses versos recendentes de poesia e orvalhados de emoções:
“O Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.”
“Ninguém nunca pensou no que há para além do rio da minha aldeia”
“... é mais livre e maior o rio da minha aldeia.”
“O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia.”
“Pelo Tejo vai-se para o mundo.”
“Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia.”
Rio e aldeia em eterno congraçamento. E, tanto o rio com o a ALDEIA não é só o que é real: estende-se para o além do horizonte e para todas as direções e amplitudes, porque eles – rio e ALDEIA - estão em toda parte, com o seu todo terral e metafísico; suas magias e encantamentos.
O rio da ALDEIA é também ponto de partida, caminho, meio de transporte, ponto de chegada e universo, onde o mais sensível viver humano se confunde com a mais pura e simples felicidade.
É que a ALDEIA é inesgotável fonte de fantasias e sonhos; de realizações e alcances felizes; de alegrias e vivências afetuosas; e do amor em pureza de berço.
Lev Nikolaievitch Tolstoi decretou:
“Quer ser universal? Conheça, viva, ame e escreva sobre sua ALDEIA”.
É que o coração humano tem comando e olhos mais sábios, mais importantes e bem maiores que os próprios mundos real e imaginário; nele nascem, multiplicam-se, nutrem-se e vivem todos os somatórios de vidas, matérias, energias, aspirações, os universos diversos e os infinitos e insondáveis pensamentos. E o cérebro, os quereres e os olhos do coração sabem tudo, vêem tudo, sentem tudo e, inclusive, alcançam todas as aldeias humanas, conseguindo transformá-las numa única, igualá-las, ou agregá-las na mais rica e preciosa ALDEIA, como o mais deslumbrante dos milagres.
Também eu tenho e vivo a minha própria, doce e querida aldeia; sou a minha própria, humilde e terna aldeia; os meus próprios campos real e imaginário, em eternos despertar e criar humanos, inflamando-me em emoções, ansiedades, sonhos, planos e idéias puras, reais e encantadas; e de múltiplas e infinitas esperanças e de muita fé.
Eis as razões que me estimularam a louvar e a cantar MINHA (MINHAS) ALDEIA (S).





























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