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Debora Rejane Cavalheiro
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Crônica
 
Poliamor
Por: Debora Rejane Cavalheiro

Acabei de ler a história de um dos mais lindos romances que já existiu. O de Simone de Beauvoir e Sartre que viveram uns 50 anos juntos em um relacionamento aberto, tendo ambos vários relacionamentos aleatórios e algumas vezes mantendo triângulos amorosos juntos, compartilhando o prazer de uma terceira pessoa entre eles.
Um romance como esse faz a gente pensar muito e questionar sobre o verdadeiro amor, também sobre o verdadeiro significado da tal fidelidade.
Pois eu acho que essa é uma das melhores formas de descrever o amor verdadeiro que tanto as pessoas procuram para sua vida. Um amor livre, despido de padrões, regras sociais e dogmas. Eles estavam juntos por que se amavam, pelo prazer de compartilhar suas existências. Ambos se proporcionavam o direito de ir e vir, pois tinham certeza que tinha um conquistado o coração do outro, o amor verdadeiro e genuíno e quando isso acontece e temos essa certeza simplesmente não há por que se preocupar com a tal fidelidade, pois o mais importante é a lealdade e essa está no coração daquele que ama de verdade.
O que é seu, o que você conquistou de verdade ninguém e nem nada tirarão de você. Teu lugar no coração daquela pessoa estará sempre ali e nenhuma outra pessoa irá ocupá-lo. Poderá outro alguém ocupar um lugar ao lado, mas nunca o teu.
O amor não é exclusivo de uma única pessoa, pois se fosse assim não existiram outros tipos de amores, como os fraternais e maternais. Esse sentimento é tão grande e sublime que é capaz de abraçar várias pessoas ao mesmo tempo, e mesmo que seja em um relacionamento amoroso aleatório ele nunca será igual, pois o amor é algo tão forte que tem a capacidade de se moldar e tomar as mais variadas formas para ocupar um coração, pois ele caminha junto com a admiração e essa poderá ser semelhante, mas nunca nutrida de maneira totalmente igual para duas pessoas ao mesmo tempo.
Acho realmente que amor verdadeiro é isso que dá a liberdade de ir e vir totalmente desprovido de qualquer medo e é a felicidade de poder compartilhar os prazeres da vida sem se deixar escravizar por regras sociais. É querer ver a pessoa que ama sendo feliz explorando o conhecimento de outras almas sem aquela castração que geralmente empurra a maioria dos relacionamentos à falência.
Conservando suas individualidades, sabendo que isso que conserva esse amor tão profano e ao mesmo tempo tão puro, tendo a consciência que o excesso de intimidade leva qualquer relacionamento ao fracasso. Nossa vida não começa quando iniciamos um relacionamento com determinada pessoa, ela já existia antes dela e não acabará com ela.
Amor é isso... Compartilhar e não dividir, por que divisões partem ao meio o que poderia ser sempre inteiro.

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