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JOSÉ JOAQUIM SANTOS SILVA
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MARIO KERTÉSZ
Por: JOSÉ JOAQUIM SANTOS SILVA

Mário de Melo Kertész


Alegre, Atencioso, Sagaz, Culto, Inteligente e Bem Humorado. Estes são os atributos peculiares deste cidadão que nasceu em Salvador, 21 de março de 1944 é um político, empresário e radialista brasileiro, nascido numa família de judeus húngaros.Mário de Melo Kertész.
Formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia, com cursos de pós-graduação na Espanha e na França, iniciou sua trajetória de vida pública por meio do então prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães, em 1967, aos 22 anos, como chefe de gabinete da Secretaria de Finanças. Na primeira gestão de ACM como governador da Bahia (1971-1975), Kertész foi o primeiro titular da Secretaria do Planejamento, Ciência e Tecnologia, sendo responsável pela implantação do Centro Administrativo da Bahia e do Parque Metropolitano de Pituaçu e pela primeira etapa das obras de recuperação do Centro Histórico de Salvador.

Foi chefe de gabinete de ACM, quando este era presidente da Eletrobrás, entre 1975 e 1978, e prefeito nomeado de Salvador (1979-1981) por ACM em seu segundo governo.

Logo depois que deixou a Prefeitura, rompeu com o carlismo, na época forte em quase todos os municípios baianos. Filiou-se, então, ao PMDB, e conseguiu fazer de sua então mulher, Eliana Kertész, a vereadora mais votada de Salvador em 1982. Sua candidatura à prefeitura da capital surgiu em 1985, derrotando com facilidade o então deputado federal Marcelo Cordeiro, peemedebista autêntico, na convenção do partido, que já havia eleito 26 dos 33 vereadores três anos antes. Kertész, portanto, atraiu a esquerda para apoiá-lo e foi o primeiro prefeito de Salvador eleito pelo voto popular em 15 de novembro daquele ano, após 23 anos de jejum imposto pelo regime militar que o lançara para a carreira política.

Nessa segunda gestão, ajudou a eleger Waldir Pires governador da Bahia em 1986, com o apoio de outros ex-carlistas, como os então senadores Luís Viana Filho e Jutahy Magalhães, o então deputado federal Ruy Bacelar e o ex-prefeito de Guanambi, Nilo Coelho, escolhido vice na chapa de um dos líderes do "grupo histórico" do PMDB.

Tentou articular a candidatura de Gilberto Gil, presidente da Fundação Gregório de Mattos, para a sua sucessão em 1988, mas não deslanchou. No mesmo ano, rompeu definitivamente com a esquerda, aliando-se ao empresário do setor de comunicação Pedro Irujo para lançar a candidatura do seu empregado, o radialista populista Fernando José, à prefeitura da capital, que foi eleito naquele pleito.

Também tentou, sem sucesso, a prefeitura de Salvador em 1992, ficando em último lugar.

Tem cinco filhos: Maria Eduarda (Duda), Francisco (Chico), Sérgio, Mariana e Marcelo, sendo que quatro deles moram em São Paulo. Chico é diretor geral do Grupo Metrópole, grupo de comunicação de Salvador, enquanto Marcelo assina o projeto gráfico do Jornal da Metrópole.
[editar] Prefeito de Salvador

Mário Kertész foi prefeito da cidade de Salvador por duas vezes. Sua primeira gestão, entre 1979 e 1981, foi como prefeito biônico, indicado pelo então governador Antônio Carlos Magalhães em seu segundo governo. As principais obras e realizações desta primeira administração foram:

Reurbanização das regiões das Sete Portas, da Baixa dos Sapateiros e da Barroquinha, no centro da cidade;

Plano Inclinado Liberdade-Calçada.

Criação da Limpurb (Empresa de Limpeza Urbana do Salvador), responsável pela coleta de lixo da cidade; da Renurb (Companhia de Renovação Urbana de Salvador); e da Transur (Companhia de Transportes Urbanos de Salvador), todas em 1979. Mais tarde, a Renurb e a Transur foram extintas.

Voltou à prefeitura sendo eleito democraticamente em 15 de novembro de 1985, já rompido com ACM e considerado "a nova cara da oposição", com uma premiada campanha, idealizada pelo publicitário baiano Duda Mendonça. Recebeu o apoio de Waldir Pires, na época ministro da Previdência, e do então senador e correligionário Fernando Henrique Cardoso, derrotado no mesmo ano em São Paulo por Jânio Quadros. Assumiu em 1 de janeiro de 1986. Foi nesta segunda administração que Kertész era conhecido pelas obras espalhadas por toda a cidade, em sua maioria projetadas pelo arquiteto carioca João Filgueiras Lima, o "Lelé", que revolucionaram a paisagem urbana. Dentre essas obras, pode-se citar:

Palácio Tomé de Sousa, sede atual da Prefeitura de Salvador, construída em aço e vidro em 14 dias e inaugurada em 16 de maio de 1986;

Abrigos pré-moldados para pontos de ônibus;

Urbanização de praças (Campo Grande, Piedade, Largo do Bonfim, Praça Visconde de Cairu e muitas outras), utilizando bancos pré-moldados;

Passarelas no Iguatemi, na Bonocô e na avenida Vasco da Gama;

Estação Nova Esperança em 1986, atual Estação Pirajá;

Vias exclusivas para ônibus na Bonocô e na Vasco da Gama;

Estação de Transbordo do Iguatemi, inaugurada em 30 de dezembro de 1988 junto com a maior passarela da cidade, que liga o Shopping Iguatemi à Estação Rodoviária;

Escolas municipais construídas em concreto pré-moldado pela Faec (Fábrica de Equipamentos Comunitários ou Fábrica de Cidade), inaugurada em outubro de 1986 no terreno onde hoje é o Salvador Shopping;

Mercados Municipais do Rio Vermelho e de Paripe, também construídos em pré-moldado pela Faec;

Reforma do Plano Inclinado Liberdade-Calçada, em 1986;

Centro de Treinamento de Professores, na Pituba, também obra da Faec.

Criou, em fevereiro de 1986, a Emtursa (Empresa de Turismo S.A., hoje Saltur - Salvador Turismo S.A.) e a Prodasal (Companhia de Processamento de Dados de Salvador). Em 1987, Kertész lançou o projeto TMS (Transporte de Massa de Salvador), uma série de obras de construção pesada que seriam destinadas para o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), sendo propagandisticamente conhecido como Bonde Moderno, espécie de precursor do Metrô de Salvador. Esse projeto, entretanto, foi enterrado.

Na área cultural, fundou a Fundação Gregório de Mattos, em 1986, com o objetivo de valorizar, preservar e resgatar as artes em Salvador. Convidou, no ano seguinte, o cantor e compositor Gilberto Gil para ocupar a presidência do órgão. Inaugurou o Teatro Gregório de Mattos e as obras de recuperação do Centro Histórico de Salvador (1988) e a Casa do Benin (1987).

Experiência como radialista

Ainda como prefeito de Salvador, iniciou sua trajetória de radialista, apresentando um programa de rádio em que ele divulgava os projetos e as obras da Prefeitura.

Logo após terminar o mandato de prefeito, em 1989, investiu maciçamente no setor de comunicações, comprando três emissoras de rádio - Cidade FM, antiga propriedade do grupo carioca Jornal do Brasil (hoje Metrópole FM), Itaparica FM e Clube AM - e voltou a se aliar com ACM, até então seu desafeto, que o nomeou interventor do Jornal da Bahia, revolucionário veículo da imprensa baiana que se transformou num simples diário sensacionalista, inspirado no paulista Notícias Populares. Foi o grande responsável pelo declínio e pela falência do periódico, ocorrida em 1994. O nome Jornal da Bahia, mais tarde, acabou sendo utilizado exclusivamente por ele num dos programas da grade da rádio Metrópole FM.

A escalada de Kertész como radialista se deu em 1997, apresentando os principais radiojornais na Cidade FM e o telejornal matutino Bom Dia Bahia, da TV Aratu, que era transmitido simultaneamente com a estação de rádio do ex-prefeito. Em 1999, ele comprou ações na TV Bandeirantes Bahia, comandando o noticiário populista Jogo Aberto (que também era apresentado pelo locutor Raimundo Varela). A Cidade FM, que Kertész havia comprado, foi rebatizada Metrópole FM em abril de 2000.

Em 2001, criou a rádio Metrópole AM, cuja frequência é a mesma da extinta Rádio Clube AM, que também havia comprado, e saiu do Jogo Aberto, voltando no final de 2003. Novos projetos foram lançados mais tarde, incrementando seu empreendimento jornalístico: a revista Metrópole (2007), o Jornal da Metrópole, tabloide distribuído gratuitamente nos principais pontos de Salvador (2008) e até a TV Metrópole, existente apenas no site da rádio.
Mario é mesmo um cara inovador ! E feliz aniversário neste 21 de Março !


JOSE JOAQUIM SANTOS SILVA

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