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Artigo
 
O que é pior do que a morte?
Por: Cristian Haese

Do ponto de vista da nossa humanidade, friamente considerando, pensando basicamente na efemeridade da vida, do sopro, do ar, do pulsar do coração, o fim da linha é a morte. Da arrogância que nos arremessa ao pseudo sentimento de que podemos algo, que coordenamos os rumos e destinos, somos violentamente capotados ao estágio real de nossa condição: total impotência diante de tamanha incerteza. A vida e o ciclo da existência humana é um conjunto sem fim de incertezas, surpresas e instabilidades. O que chamamos "estabilidade" é um medíocre e curto espaço de tempo de vida em que, movidos pelo senso de utilidade e valia nos enxergamos estáveis, seguros, muito certos de onde estamos pisando, senhores de nossa história. Tudo para num determinado momento, sem que ninguém avise ou nos prepare para o que virá, circunstâncias de todas as ordens (pessoal, familiar, física, mental, espiritual, sentimental... e por aí vai...) nos assaltam, nos pegam pelo calcanhar e nos mostram que as coisas não são bem assim. Esta semana tenho pensado bastante nessa relação de desespero misturado com a ousadia de viver na qual eu e você estamos inseridos. Sim, digo ousadia porque viver é um investimento ousado quando não se tem nenhum tipo de garantia sobre o que irá acontecer, ou como irá acontecer, ou quando irá acontecer... Temos (eu e Ellen)uma grande amiga, amiga nos sentidos essencial, etimológico e afetivo da palavra que há poucas semanas descobriu um violento tipo de câncer. Deus nos deu a grata oportunidade de irmos visitá-la no último fim de semana. Foi um momento de lembranças, sorrisos, idéias, lágrimas, abraços, abraços muito apertados e conversas olhando nos olhos... Interessante que quando nós não temos garantias para oferecer nem para ganhar, o que nos resta são os olhos que, abdicando da função de simplesmente enxergar ou mostrar o que está a nossa frente, gritam por um pedido de mais uma chance, mais uma oportunidade, mais uma permissão para se buscar o que de fato faz sentido, o que de fato tem valor, o que de fato é importante: a vida. Perdemos uma amiga no Rio de Janeiro também vítima de um câncer com que lutou por oito longos anos. Numa tarde de segunda-feira, chuvosa para arrematar o cenário da inquietação provocada pela incerteza da existência, ela se foi. Ela que gerou dois filhos, um dos quais inclusive completou 4 anos de existência na mesma data em que sua vida expirou. Ironia? Coincidência? Situação friamente calculada para ser um best-seller do grande drama da vida? Talvez tudo isso e algo mais. Talvez nada disso... O que importa é que os fatos são esses e a interpretação que fazemos dessas coisas é o que de verdade nos mostra e mostra também ao mundo quem somos, em que cremos e para onde estamos indo. Há algumas semanas temos aprendido a lidar também com a notícia de que minha sogra está com um câncer que tem se manifestado na pele e acompanhamos um processo cirúrgico onde algo maior que o visível do lado de fora foi retirado e enviado para uma biópsia. Sete foram os pontos dados numa significativa incisão em sua perna e mais uma vez a briga pela arrumação dos valores é desferida e começamos a nos ajustar àquilo que antes era apenas uma narrativa da vida real de anônimos, estranhhos, humanos, pessoas do mundo, dos telejornais, vizinhos desconhecidos da rua, do bairro, celebridades intocáveis, e por aí vai... Sabe, amigo leitor, tenho pensado no que pode ser pior do que a morte. E olha que nesses três casos que citei acima a luta cruel e sangrenta é pelo dom da vida, pelo privilégio que existe em respirar, olhar o sol, as flores, os dias, as pessoas... Ninguém quer perder isso. Todos dão tudo o que tem e o que não tem por mais um dia, por mais uma chance... Penso que pior do que a morte é estar fisiologicamente vivo (respirando, coração batendo, órgãos vitais funcionando relativamente bem) e a pessoa reagir como um morto. Quem está morto? Quem morreu? Todas as pessoas que valorizam mais o trabalho do que a família, que dizem ser uma coisa mas no fundo são outra, pessoas falsas, hipócritas, que se valem do poder para conseguir benefícios próprios às custas do prejuízo alheio, quem não gosta de crianças, quem não gosta de andar de chinelo, quem valoriza mais o carro do que o passeio com as pessoas queridas, pessoas que sempre esperam algo bom acontecer mas não vivem para promover nada, pessoas que preferem o MSN do que um bom bate papo de verdade com amigos na calçada em frente de casa, pessoas que acham que sexo é tudo no casamento, pessoas que valorizam um corpinho bonitinho e bem contornado em detrimento do que há de melhor na essência de um homem e de uma mulher, pessoas que não sabem quem são e usam placas, crachás e títulos na tentativa desesperada de ser o que nunca foram e provavelmente nunca serão: humanos... Pior que a morte é estar vivo por fora, mas vazio e sem rumo por dentro. Pior que a morte é usar a religião como um amuleto, um conjunto frio e formal de rituais repetitivos e sem significado para este que não vê essência, mas só aparência... Pior que a morte é estar no meio de um monte de gente e tragicamente se ver sozinho no meio de suas incoerências e desesperos... Pior que a morte é dizer que conhece a Deus mas nunca falar com Ele de verdade, de coração aberto. Pior que a morte é ser escravo de fraquezas imbecis que se repetem quando se permite entregar-se ao lado mais cruel, mais sombrio e mais sujo da alma: o pecado que jaz a porta... Sabe, amigo leitor, pior do que a morte é perder a vida eterna. Deus nos promete vida eterna. Deus nos promete fazer novas todas as coisas. Deus nos promete enxugar dos olhos toda lágrima. Deus promete nos levar a um lugar sem morte, sem pranto, sem dor, sem hospital, sem divórcio, sem violência, sem estupro, sem pedofilia, sem macas, cadeiras de rodas, sem falsidade, sem decepções... E nós insistimos em querer encontrar pseudo soluções para justificar nossa permanência num mundo que já tem sua história escrita com início, meio e fim. A grande questão hoje é: como está a tua vida, hoje? Se um câncer, um acidente, uma tragédia ou qualquer coisa inesperada lhe roubar a plataforma de certezas (pseudo certezas) que você carrega? O que vai ser de tua vida, caso isso ocorra? Fica aqui um apelo, uma sugestão, um conselho, uma idéia, uma ponderação (como queira você chamar...): DE TUDO O QUE ACONTECE NESSA VIDA, O QUE FICA É O AMOR. Nossas principais marcas de vida são as deixadas por pessoas que nos amaram muito e por outras que escolheram não nos amar. Ambas nos marcam. As primeiras por terem nos promovido, nos valorizado, nos ajudado a encontrar sentido em tudo... As outras por nos ensinarem que neste mundo nada é perfeito e que Jesus passou por aqui apenas e simplesmente para nos ensinar que, pior que a morte, é não saber amar. Porque aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. E no céu não irão entrar pessoas que não aprenderam a amar. Sobretudo amar a Deus. Que você possa encontrar o caminho de volta, apesar de todas as inseguranças e falta de garantias, que o Senhor Jesus seja a tua, a minha, a nossa certeza. Hoje e sempre!

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