DESTINOS E COINCIDÊNCIAS
Por: Luciane Cristine Bianchini
Por convicção própria, decidi não acreditar em destino. Para mim, é quase que impossível aceitar passivamente a idéia de que tudo o que vivemos possa ter sido traçado anteriormente por alguém – talvez um ser divinamente superior que detivesse integralmente as possibilidades de decisão sobre nossas vidas.
Não questiono - tampouco critico quem tem opinião contrária à minha, mas o fato é que prefiro acreditar que nosso cotidiano é fruto de nossas escolhas, baseado em um livre arbítrio que às vezes nem é tão livre assim. Sob essa ótica, chorar ou sorrir é consequência natural de nossos atos, quer sejam eles arroubos de coragem ou meras expressões de covardia.
Opções à parte, confesso que em alguns momentos fico tentada a mudar de opinião, pois não consigo explicar cientificamente o fato de, por total obra do acaso, encontrar pessoas maravilhosas em locais e situações inimagináveis e estas pessoas ingressarem permanentemente em nossas vidas. Situações assim podem até não ser destino, mas que são agradáveis coincidências, isso são. Porque, bem pensado, na vida nada é por acaso e isso é fato.
Mais fato ainda é a certeza de que nem tudo o que vivemos é fruto de nossas escolhas e, embora a tomada de decisões tenha papel fundamental nos resultados obtidos, ao tratarmos de relações humanas, tudo se torna extremamente subjetivo: não basta querer para ser feliz, assim como não basta amar para ser amado. É preciso mais e é nesse contexto que entra aquela ajudinha do universo, quando parece que os astros conspiram a nosso favor e tudo acaba dando certo.
Se é destino, coincidência ou livre arbítrio, não sei. Mas se trouxer felicidade já valeu pelo momento e, sendo assim, não nos cabe filosofar e sim viver. Simples assim.
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