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Crônica
 
Se não pode vencê-lo...
Por: Milena Aragão

É preciso ter muito bom humor nesta vida! Vejam vocês. Recebi de uma colega umas frases bonitinhas, dessas motivacionais; nenhuma surpresa até a última sentença que dizia: "Nunca reclame, ninguém gosta de ouvir problemas. Não é por que você está triste que pode contaminar o outro". Quanta sensibilidade! Quando a encontrei questionei se estas palavras refletiam o que pensava, ao que ouvi um sonoro "CLARO! Não suporto gente triste, se vejo alguém assim despacho logo! Seja quem for!" Por um momento desejei não ter perguntado! Apenas sorri. Realmente temos que ter bom humor! Neste momento ouço um colega gritar no fundo da sala de aula: "... Mas professor, o problema é que ninguém se ajuda!" Em seguida cai uma chuva de concordâncias. Por segundos pensei: eles devem ter ouvido minha conversa! Não, não ouviram, infelizmente é a realidade e se está vindo à tona com tanta veemência, é porque está incomodando! Que bom!
Confesso que estas frases ficaram martelando na minha cabeça...será que existe ligação entre elas e a pessoa que adere à filosofia do "cada um por si"? Creio que sim e penso que o fio da meada - como diz minha avó - está num atributo que temos desenvolvido ao longo dos tempos: o individualismo.
A pessoa individualista tem uma característica básica: não olha o outro - e talvez nem olhe a si mesma. São pessoas tristes, escondidas numa capa de roupas bonitas ou numa aparência assustadora, enfim...escondidas atrás daquilo que aparentemente as protege. Não se preocupam com o sentimento alheio, talvez porque não reconheça o seu próprio. Não querem ouvir e muitas vezes nem sabem o que falar. Frases construídas em solo frágil. A pessoa individualista age segundo seus próprios interesses, dando pouca importância ao contexto social em que se encontra. Talvez, lá no fundo, pensem estar protegendo-se do mundo, mas na verdade são algozes de si mesmas. Contribuem para o sofrimento alheio sem que percebam o quanto sofrem e o quanto poderiam ser auxiliadas se assim o permitissem. Imaginem então viver numa sociedade individualista? Digo: Socorro!!!! Parem o bonde que quero descer!!! Mas e se não pudermos descer? Ah! Então se apela para o ditado: "se não pode vencê-lo, junte-se a ele" e assim a legião de individualistas continua crescendo, todos dividindo os medos e frustrações que um dia impulsionaram tantos para o mesmo caminho. O irônico disso tudo é quando ao mesmo tempo em que nos apaixonamos pelo nosso umbigo, reclamamos de outros apaixonados! E a vida segue. Segue?
As conversas com meus botões me levaram a pensar na empatia como um caminho. Um caminho para não me entregar ao movimento individualista. Empatia, ou seja, colocar-se no lugar do outro. Dói ser humilhado, esquecido, passado para trás? Será que dói no meu colega também? Eu gosto de auxílio despretensioso, elogio sincero e um ombro amigo. Talvez o outro goste também. Acredito que vivemos na coletividade e precisamos dela. Sermos individualistas é nadar contra a corrente, é lutar contra o que buscamos: amizade, troca, relacionamento. Podemos nos enganar e justificar que o mundo é assim, mas no fundo sabemos o quanto adoecemos vivendo desta forma. Como disse um amigo: "Há um descompasso entre música e dança e isto não está certo! Sábio amigo!

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