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Crônica
 
A FORÇA PODEROSA E VITAL DO PERDÃO
Por: Valdir Sodré

É fato contundente que, na vida de todo ser humano, a força do inconsciente é sempre maior que a força do consciente. Lidar com esse imenso mundo subjetivo no qual estamos mergulhados em contraste com a realidade é um desafio singular, constante e permanente a todo ser racional e

nessa aventura do tempo em que ainda respiramos, dificilmente aceitamos as dores e os sofrimentos construídos pelas opções que fizemos no percurso da vida em consonância com a educação dos nossos pais, entre acertos e respeito ao que somos e erros que machucam nossas almas. (...) A culpabilidade, sentimento consciente que tenta explicar os fatos indesejáveis, é contingência da existência humana, revelando-se na consciência da falta e provocando uma angústia suscetível de buscar a transcendência divina (In: Culpabilidade: Contingência da Existência Humana, Valdir Sodré).

Escrever-se no mundo e construir uma “leitura de mundo”, conforme preconiza Paulo Freire, é a dinâmica necessária e normativa no construto da história de vida de todo ser humano. Porém, fundamentalmente, “não devemos ter medo dos confrontos. Até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas”, conforme afirmara Charles Chaplin.

Não tão somente a culpabilidade se constitui como fenômeno vital na dialética da construção do conhecimento e do que somos, ante aos obstáculos e aos problemas psicossomáticos e subjetivos existentes, decorrentes dos erros e das opções que fizemos no percurso da vida. O poder dos diversos aspectos da adaptabilidade humana “são capazes de revelar-nos a incomensurável força da sabedoria da natureza a qual estamos inseridos e a beleza infinita da espécie humana” (In: A Essência Fundamental da Adaptabilidade Humana, Valdir Sodré).

Afinal, “o ser humano apresenta-se simultaneamente como um ser de necessidade e de criatividade. Dito de outra forma: como um ser que se auto-afirma e ao mesmo tempo se conecta com os outros” (In: O Despertar da Águia, Leonardo Boff). Nesse mapeamento de construção de sua digital única, todo ser humano constitui-se na relação conflituosa e necessária entre o desenvolvimento pessoal e a convivência humana. Aprender a viver juntos/a viver com outros, que é um dos quatro pilares da Educação no Século XXI traçados pela UNESCO, justifica-se como fundamento primário e necessário na contemporaneidade. Ademais, as inteligências intrapessoal e interpessoal se destacam entre as inteligências múltiplas traçadas por Gardner.

Nessa ampliação perspectiva-analítica, podemos constatar que nem a culpabilidade nem a adaptabilidade humana são capazes de nos confortar plenamente. Assim, o único e verdadeiro caminho para a cura e para a nossa libertação é o perdão.

Perdão não é um sentimento. Perdoar é um ato de vontade e é a porta aberta para a bênção e para a cura das feridas do coração, conforme preconiza Monsenhor Jonas Abib, fundador da Comunidade Canção Nova. Quando não perdoamos alimentamos erradamente o ressentimento. São Paulo, na carta aos Efésios nos ensina: “não se ponha o Sol sobre o vosso ressentimento” (Ef 4:26). Ressentir e sentir novamente. É viver no passado e deixar de viver o presente.

O ressentimento é como a ferrugem que vai nos corroendo aos poucos e, quando percebemos, já fomos tomados pela ferrugem. Temos de lutar contra a tendência de nos fechar para o perdão e fugir das humilhações. (...) Se reconhecêssemos e admitíssemos nossas limitações, seria mais fácil perdoar o irmão e compreender suas fraquezas (In: Combatentes No perdão, Pe. Jonas Abib).

Não basta apenas perdoar o outro. Essencialmente precisamos aprender a perdoar a nós mesmos. Somos capazes até de perdoar o mundo inteiro, porém dificultosamente não perdoamos a nós mesmos. “A busca de felicidade passa por sentimentos e atitudes de fraternidade, de solidariedade, de amor a si (mesmo) e ao próximo, de amizade, de humildade e de bem-estar” (In: A Força Poderosa da Simplicidade de Um Bom-dia, Valdir Sodré).

A força poderosa e vital do perdão, na prática, é a maior atitude de amor a si mesmo e ao próximo. É um exercício de humildade. É uma decisão!

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