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Luiz Carlos Santos Lopes
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Comentário do livro Esquerda Caviar
Por: Luiz Carlos Santos Lopes

Luiz Carlos Santos Lopes
Sou democrata por convicção ideológica, apesar de na adolescência ter sido acometido pela doença juvenil do esquerdismo e, utopicamente, andar “em busca dos amanhãs que encantam” frase de abertura do Manifesto do Partido Comunista em 1848 (Karl Marx e Friedrich Engels: tradução de Sueli Tomazzini Barros Cassal – Porto Alegre: L&PM, 2002, p.5). Aquela obra literária me despertou para o confronto de ideias entre a sociedade capitalista e a sociedade comunista ao sugerir que para haver a transformação da primeira na segunda, deveria haver um período de transição política em que “o Estado não poderia ser outra coisa senão uma ditadura revolucionária do proletariado”. Como se vê, a ditadura está na gênese do comunismo, como revelam Marx e Engels. Não obstante aos apelos tirânicos dos dois pensadores, eles viveram entre a burguesia, como mostra outro trecho do livro“(...) O capital, aliado à incipiente revolução tecnocrática, começa sua caminhada vitoriosa frenética, insaciável levando de roldão homens e fronteiras.”(id.ibid. p.5-6).
Começaram aí meus questionamentos sobre a seriedade dos pensamentos da esquerda. Por exemplo, como pode artistas e intelectuais dizerem ser contra a ditadura militar no Brasil e aprovarem uma ditadura longeva e sangrenta como a de Cuba? E mais, por que eles dizem ser comunistas e abominar o capitalismo se vivem nadando em dinheiro, morando em bairros nobres, e por aí vai? Descobri que “a busca pelos amanhãs que encantam” não passava de uma ideologia burlesca dos que andam, sim, em busca do capital encanta.

Desde então, revi meus conceitos e passei a olhar a esquerda com desconfiança. Sobre o assunto, Rodrigo Constantino, em seu livro Esquerda Caviar (Rio de Janeiro, 2013, 434 p.), analisa o fingimento, a falsidade, a afetação de virtude e o sentimento que faltam aos artistas e intelectuais progressistas no Brasil e no mundo. Muitos deles milionários, graças ao sistema econômico e social baseado na propriedade privada dos meios de produção, na organização da produção que visa ao lucro, mas que, desavergonhadamente, dizem abominar. Desfrutam a liberdade de expressão, mas veneram Cuba, que abomina esse conceito basilar das democracias modernas.

Esses esquerdistas vivem em paz e na segurança mundial graças ao poderio militar dos Estados Unidos a que tanto odeiam, diz Constantino. Para justificar seu raciocínio e dar mais brilhantismo aos argumentos expostos no livro, ele toma emprestado uma das célebres tiradas irônicas da lavra intelectual de Roberto Campos, para tratar desse fenômeno: “(...) É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda; admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar – bons cachês em moeda forte, ausência de censura e consumismo burguês; trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola...” (Esquerda Caviar : a hipocrisia dos artistas e intelectuais progressistas no Brasil e no mundo/Rodrigo Constantino – 1.ed. – Rio de Janeiro: Record. 2013, p.13).
Jornalista-FENAJ-DRT 2482-Salvador-Ba

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