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Joaquim Saturnino da Silva
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Crônica
 
Enxergar e ver, coisas distintas.
Por: Joaquim Saturnino da Silva

É impressionante como a verdade vive “explodindo” na nossa cara e não a enxergamos mais, não a ouvimos, não a sentimos. A comprovação fática disso pode ser constatada, apenas observando-se letras de músicas, por exemplo.
Há uma delas, que é pródiga nas mensagens da verdade: “boa sorte” na interpretação de Vanessa da Mata e Ben Harper. Diz ela: “tudo o que quer me dar, é demais, é pesado, não há paz”.
E realmente, poucas coisas podem ser tão perversas como as cobranças emocionais grosseiramente subliminares como “eu não posso viver sem você”. Isto soa mais como uma chantagem do que como uma declaração que engrandeça o(a) outro(a). Ninguém merece esse tipo de “amor” doentio, cheio de cobranças absurdas e constantes (você me ama?), a corroer os relacionamentos dia após dia, até ouvir do(a) outro(a), algo como diz a canção de Vanessa e Harper.
O passional, o apego exagerado, já causou mais crimes do que muitas guerras. Aliás, é uma espécie de “guerra particular”, como a cretinice – elevada à enésima potência - denominada “guerra dos sexos”.
Graças a isso, a TV tem material constante para seu sensacionalismo barato. Aquele asqueroso hábito de ficar repisando notícias trágicas e causando náuseas infinitas a quem tem um mínimo de lucidez e dignidade humana.
Ser solidário, condoer-se com tragédias que poderiam ser evitadas, é um sentimento humano. Já, ficar reprisando cenas “exclusivas” (esta exclusividade, aliás, deveria ser esclarecida), até o surgimento de outro crime, é o fim.
Mas voltemos à cegueira, nossa cegueira de cada dia, que faz com que a vida passe por nós, sem que tomemos conhecimento dela. Estamos demasiadamente presos ao passado e ao futuro, alternadamente, enquanto nosso hoje agoniza.
Mas o verdadeiro amor não sobrevive sem liberdade. Não tem pressa e abomina o egoísmo, pai maior de toda iniquidade.
A maioria carrega apenas um enorme estoque de egoísmo, travestido de amor por conta de frases ardilosas. Elogios como moeda da enganação. Mas como sabiamente diz a música, para quem escapou da cegueira, ela é perfeita: “tudo o que quer me dar, é demais, é pesado, não há paz. Tudo o que quer de mim, irreais expectativas, desleais”.
Por isso a afirmação aqui, de que o amor não existe naqueles que desejam prender, castrar, reduzir a vida do outro apenas à sua exclusividade, ser, enfim, desleal. Proprietários do outro, por isso cegos. Pois ninguém é – ou poderá vir a ser – de alguém. Cada um é unicamente de si mesmo e, assim sendo, pode dar-se luxo de amar e doar tempo e atenção ao outro, sem cobranças.
Quem amar alguém, realmente, sente a santa necessidade de sempre deixar claro a esse alguém, que ele pode ir embora quando quiser. E isso solidifica o relacionamento, muito mais que o egoísmo destrói. Quem ama verdadeiramente, deseja a felicidade do outro(a), mesmo que à custa da sua.
Tornamo-nos viciados em superficialidade. Amamos a pressa. Pressa para quê, se vamos todos chegar ao mesmo lugar nesta vida?
Sinceramente, não tenho a menor pressa de chegar lá!
Meus “óculos” de olhar para a vida me mostram mais beleza que horror. Pois não há mais como existir cegueira onde não há mais apego.
Simples assim!

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