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Joaquim Saturnino da Silva
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Um dia, um impulso
Por: Joaquim Saturnino da Silva

De repente você sentiu um impulso de seguir em frente: e seguiu...sempre em frente.
Nem era um ser completo ainda, um meio ser apenas. Mas seguiu seu impulso e, sem ferir ninguém, sem matar ninguém, sem subornar, trapacear, enganar...Venceu! Deixou milhões de outros para trás e atingiu o direito supremo sem – note bem – ferir ninguém. Outra coisa que importa lembrar, é que nenhum centavo foi despendido nessa conquista, mas apenas a persistência fora a única moeda necessária.
Como meio ser, que ainda era, encontrou sua cara metade e, fundindo-se a ela, se tornou um ser completo único.
Ao seguir aquele impulso, nove meses depois, você teve a luz à sua frente pela primeira vez. Nasceu!
Tornou-se um(a) vencedor(a), sem auxílio externo para o ato necessário que era, em síntese, seguir o impulso.
De impulso em impulso você chegou até aqui. Equipado para vencer, sempre.
Então por quê razão decidiu, em algum momento, candidatar-se a perdedor?
Que razão lhe assiste, tentar atingir um objetivo pisando sobre os ossos de suas vítimas? Uma escada de ossos só leva para baixo!
De onde tiraste e idéia de que és melhor que qualquer outro ser vivo, no sentido estrito e ser o único merecedor de exercitar seu poder impunemente?
Saiba que, cada vez que causa uma lágrima, retarda em mil anos tua evolução.
Entenda que o poder que te deu a capacidade de seguir os impulsos determinou, também, que tivestes o discernimento entre o que podes, ou não fazer. Por quê ignoras isso? Numa parte tua, muito íntima, existe uma parte chamada sinceridade, exercite-a. Conhecê-la, não tem apenas a função de exigi-la, mas acima de tudo de exercitá-la.
És vida. E como toda vida, deves respeitar as outras vidas. Este é o limite para teu poder de seguir os impulsos. Liberdade e responsabilidade, não apenas rimam, mas são ligadas de tal forma que uma sem a outra, perde o sentido.
Ah! O ego.
Não, não foi o ego que te deu o primeiro impulso a seguir. Ele é apenas um obstáculo a ser ultrapassado. Surgiu muito tempo depois daquele primeiro impulso. É uma ilusão de separação que existe para testar teu mérito, pela escolha do impulso inicial e a vitória que se seguiu. O ego é uma ilusão apenas. Uma pedra no caminho, só isso. E se insistires em confundir o obstáculo com o objetivo, exterminar-se-á a vida, a meio caminho do encontro com a verdade.
Não faça isso!
Procura dentro de ti as raízes daquele impulso inicial, o impulso da vida. Encontre o que te conecta e não o que te divide. O que religa e não o que separa – ilusoriamente – ainda mais.
A cada impulso corresponderá uma escolha. Elas surgem aos pares, quase sempre. O zeroou o um, do processamento de dados. Haverá então o sim ou o não, cabível diante de cada um dos impulsos à tua frente.
Tens escolhido muitos impulsos sem atenção e quando choras acusas teus semelhantes pelos teus próprios erros de escolha. É apenas uma ilusão.
Um dia, um impulso foi escolhido e seguido sem atingir ninguém. Viaje agora para dentro de si mesmo e procure encontrar a razão daquela decisão. Visite os primórdios de si mesmo, ainda meio ser apenas, mas com a capacidade de seguir e vencer lealmente.
Se foste tão bom – e o fora de fato – sendo ainda meio ser apenas, quão bom poderás ser, agora que és completo?
Esqueça a armadilha de amar as facilidades, os atalhos e a corrupção de si próprio numa corrida para o nada. Pois as facilidades quebram os valores. Os atalhos, não raro, levam a desastres. E a corrupção é como um ácido que corrói e acaba por destruir o recipiente que a contém.
Siga os impulsos, mas saiba o que segue, onde deseja chegar e – jamais se esqueça – nunca será preciso ferir alguém para vencer!
Você não competiu conscientemente para vencer da primeira vez. Da mesma forma é saudável agir na vida afetiva e profissional. Competição consciente é salutar no esporte e para empresas diante das leis de mercado.
Lá no início de tudo houve competição implícita, mas não explícita. Ou seja, não havia consciência da existência de competidores. Era apenas um ato instintivo de seguir o impulso. E o fizeste de forma leal, sem derrubar ninguém.
O que caracteriza a legitimidade de uma vitória, é a lealdade que permeou seu alcance.
Lembre-se: você não foi apenas um acidente biológico ocorrido no encontro de seus pais, fizeste a tua parte. Por isso tenha em mente, sempre que possível, o primeiro impulso!

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