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Joaquim Saturnino da Silva
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Crônica
 
Pai Brasil e mãe Rússia.
Por: Joaquim Saturnino da Silva

Deveria me sentir feliz pela aproximação de Brasil e Rússia neste pós Copa do Mundo por aqui, porque afinal componentes de meu sangue vieram da Mãe Rússia em 1917, em fuga.
Mas alguma coisa me incomoda, algo como uma voz insinuante vinda do passado, como que impregnado em meu DNA, que me diz: “vai começar tudo de novo”.
Nasci e cresci dentro de uma família com antepassados russos, ouvindo os relatos à luz de lampiões, lá no Paraná, sobre o que ocorreu durante a Revolução Russa iniciada em 1917, quando de lá fugiram.
Os tios de minha mãe contavam sobre as execuções observadas do navio, na fuga, pelo binóculo emprestado pelo comandante. Fileiras de seres humanos dependurados em espécies de varais de madeira, queimando. Deu-nos conta a História, depois, dos expurgos em massa.
Por ser ainda pequeno, esses relatos me marcaram para o resto da vida. Tanto foi assim que, ainda adolescente conhecia em detalhes a história russa, devido a longos mergulhos nos livros de história e da literatura russa.
Aprendi a respeito das agruras da culpa, atrvés de Rodion Românovitch Raskólnikov, personagem do livro Crime e Castigo de Fiódor Dostoiévski, o que me ensinou de maneira psicológica e definitiva, porque o crime não compensa. Oxalá toda pessoa com algum poder, conhecesse a fundo a história de Raskólnikov.
Enfim, olhando para o passado, pelos corredores da memória e comparando algumas “coinciências”, surge um incômodo sentimento de “Déjà vu” assustador.
Relendo o tupiniquim Decreto nº 8.243, de 23 de maio de 2014 e assistindo na mídia esse "namoro" entre Brasil e Rússia, todos os meus pensamentos se remetem à criação do Soviete, ou Conselho dos Comissários do Povo, que levou a Rússia de desastre em desastre, desde 1917 até 1991, com o fim de seu regime falido e uma contabilidade perversa de milhões de mortos.
Estariam reservando para nosso povo tal destino?
Essa aproximação tão badalada entre Dilma e Putin, no que poderia resultar?
Historicamente não somos um povo guerreiro, até porque nossa independência foi um “presente” de pai para filho, sem nenhum disparo.
Somos um povo (ainda) feliz, em que pesem nossas mazelas políticas, econômicas e sociais. Preferimos o sorriso e a leveza no ser, do que um masoquismo coletivo não leva a nada de bom. Talvez por isso fazemos até piada de nossas próprias desgraças.
Então, é impossível entender como justo, perante a história, que passemos por tudo que passou a “mãe Rússia”.

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