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Artigo
 
A vida segue.
Por: Moisés Dias


Que o amanhã não me deixe tão triste.
Que amanhã eu já aceite algumas partidas inevitáveis de quem tanto amei.
Que o amanhã me devolva a tranquilidade de dias normais e significativos.
Que o amanhã, venha recheado de bons fluídos e novas ideias.
Que o amanhã possa ser efetivamente melhor que hoje.
Eu sei que a vida nos cobra demais, ou seria porque somos pequenos demais diante da vida e por isso somos tão fracos?
É claro que já nascemos com a certeza da morte, mas nem por isso estamos preparados para os que amamos irem embora, assim, de repente e sem retorno. A dor e a falta são nossas companhias por um período longo demais após essas despedidas. E, alguns foram cedo demais. Talvez, a maior perda seja a nossa mãe, um ser que jamais deveria morrer. E, para superar a perda da nossa mãe não basta familiares e amigos nos apoiando, todos não completam a nossa progenitora. Ela é a certeza do sim, sempre. A certeza da ajuda, do carinho, da compreensão, da neutralidade, da cegueira aos nossos defeitos, do amar sempre independente da situação que estejamos passando. Recentemente, com a partida da minha Mamis, o mundo me parece tão sombrio, tão sem vida, tão mesquinho, tão solitário, tão vazio quanto o buraco deixado em meu coração. O que mais machuca além da falta constante da presença dela são as atitudes diárias visando o nosso bem estar. Os telefonemas, as cobranças, os cuidados, a nossa eterna agenda, nunca deixava esquecer os nossos compromissos. O que talvez dói demais, é hoje, sem a presença dela, termos a consciência que ela pedia tão pouco e menos fizemos por ela. Mãe merece tudo de nós, t u d o !. Logo que a Mamis partiu, veio a primeira pergunta... E agora? É quando falta o oxigênio, a vontade de viver, a procura incessante da presença, até a voz falando conosco que gostaríamos de ouvir, tudo acabado. O caminho de repente ficou tão sinuoso, difícil, longo. Os dias demoram em acabar. A noite é curta demais. Dormimos menos pois pensamos mais em tudo. Já não temos a rédea da nossa situação diária. Já não temos com quem contar. Agora tenho paredes como ouvidos e silêncios como respostas. Meus finais de semana já não são planejados, correm livremente sem nenhum questionamento, não importa, era a Mamis quem os determinava. Já se passaram 2 meses, parece que tudo está na mesma. Dores, faltas, lembranças... Tudo que resultou da partida continuam sem mudanças. Não temos forças nem como mudar tudo. Mas, precisamos. A vida continua para os que ficaram. E, na fé que sentimos em Deus, é que vamos superar essa perda. E é a ele que devemos pedir: me guie, me ajuda, me abençoa, me mostra o caminho. Só assim tudo irá se encaixar novamente em minha vida. Por enquanto, tudo está revirado. Tudo é revolta, lembranças, choros e perdas. A vida segue, aos trancos, aos empurrões, aos lamentos. Que o amanhã nos faça superar tudo isso, e possamos, com a ajuda de Deus, voltar a viver e não mais existir. Descanse em paz Mamis. Você merece.

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