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Artigo
 
Assimilando o óbvio.
Por: Moisés Dias

Partindo do principio que uma vida não vale a diversão de uma noite, ficamos a mercê de criarmos condições de divertir-nos sem causar danos a terceiros. Mas convenhamos, como se divertir em um mundo cada vez mais violento e sem noção? Claro, estou me referindo as pessoas que a cada dia perdem os conceitos que a vida tem para se manter vivo. A diversão nesse mundo atual se faz com orgia, bebidas e drogas. O primeiro cria em nós o vazio, a sensação de um prazer físico com danos profundos na mente; O segundo, leva-nos a um estágio de sermos maiores, melhores, valentes e acima de tudo cheio de razões. Pior, quando o efeito do álcool se vai, ficamos com a certeza de que não sabemos o que houve, o que fizemos e o que causamos. O terceiro, talvez o pior de todos, enquanto durar o efeito ilusório, mais sentimos que estamos numa melhor. Ao final porém, ficamos diante de uma realidade ridícula onde fica evidente que não somos porra nenhuma. De tudo um fato é real... As pessoas já não sabem se divertir. Envoltas em problemas profissionais, conjugais, sociais e familiares, tentam a todo custo sentir-se felizes a qualquer preço. O fato é que ao final, a cada tentativa frustrada em estar bem, deixam marcas que o tempo ( com certeza ) vai cobrar os excessos. Desnecessário dizer quanto vazio existem nas pessoas, quanto desamor, quanta indiferença, quanto egoísmo. A futilidade é o bem maior que a maioria da sociedade tem consigo. As roupas, modismo ridículo, onde demonstra a "cópia" e exclui a criatividade, se mostram vestimentas iguais em pessoas diferentes, porém, todas com um conteúdo pobre, seja de cultura, seja psicológica, seja status, seja ostentação. Tem se a impressão que as pessoas correm atrás de alguma coisa que não sabem o que é, para que serve e menos ainda, como se usa. Chega a ser ridículo se repararmos nas pessoas e tentar encontrar alguma utilidade nos gestos que elas fazem. O que procuram afinal? Detalhe, o vazio das pessoas é tão imenso que não poupa rico ou pobre, feio ou bonito, magro ou gordo. Estamos diante de um mundo com pessoas tão fechadas em si mesmas, tão mesquinhas, tão sem amor, tão sem alternativas, que fica fácil entender : essas vidas perdidas em vida, querem apenas fugir de suas realidades, fugir de suas carências, fugir de seus problemas ora criados por elas mesmas, ora plantados pela sociedade, ora impostas por momentos sem explicações lógicas. Resultado: morrem aos poucos pela orgia, bebidas e drogas. Alguns se vão cedo demais, outros nem tanto, mas tem aqueles que carregam em seu físico, o efeito de tudo isso. Que pena! A alguns anos atrás, as famílias se reuniam para se divertirem de uma forma sincronizada, respeitosa e alegre. Era simples assim: uma grande mesa, um baralho ou um dominó, guloseimas, uma churrasqueira, carnes e outros para assar, músicas, um espaço para dançar e muita, mas muita alegria nas pessoas envolvidas. Até as crianças na referida época, se divertiam sem causar stress nas mães e nos pais. O que vemos hoje é uma histeria barulhenta, movida a músicas que induzem as mais divergentes situações, insinuações e por que não dizer depravações impróprias até para quem vive na esbórnia. Os valores estão cada vez mais negativos. Os conceitos de família cada vez mais sumidos. Os jovens estão perdidos em si mesmos. Os adultos cada vez mais fechados em si mesmos. Os idosos cada vez mais desiludidos do que estão deixando para propagação de sua espécie. A maioria dos idosos de hoje têm vergonha de seus filhos e netos. Se antes o Pai e a Mãe se amavam nos filhos, hoje querem ver seus filhos longe de si para acreditarem que o que falam são apenas comentários e não fatos reais, afinal, apesar de tudo, eles ( os idosos ), não querem ouvir que seus filhos também fazem parte do cenário atual, mesmo sabendo que isso é fato. Também tenho filhos. Também pertenço ao mundo atual. Mas procuro não estar vazio. Procuro não me envenenar e piorar o que já está péssimo. E, penso e afirmo todos os dias: Eu quero ser diferente. Não pensem que também não tenho problemas. Não pensem que Eu também não viajei em alguns momentos que não pude ver as saídas. Também sou humano e como tal, também tenho causas e feitos. Enfim, ver o que acontece a nossa volta, leva-nos a parar um instante e pensar: o que Eu vou fazer para mudar isso? Não se iludam. Nada podemos fazer... Nada. Podemos sim, evitar. Mas você é forte o suficiente para recuar quando preciso? Você aprendeu a dizer : não? Ou é daqueles que sempre dizem sim para tudo. Quem sabe, daqui um tempo, um punhado de pessoas ressurjam com novas ideias de " felicidades " que não sejam criadas por prazeres fabricados, por ilusões químicas ou por líquidos destilados? Um fato é certo: as pessoas estão fracas, sem fé, algumas sem Deus, outras sem nada, e, todas, procurando algo em que se agarrar para dizer que estão vivendo. Essas pessoas, não vivem apenas existem. Quisera alguns de vocês pudessem ter em si mesmas o que motiva a vida : essência. Mas que seja uma essência com sabor doce, cujo colorido e aroma, provocam em si mesmas a vontade de ser feliz. Isso mesmo, cores e aromas provocam mudanças benéficas em nossa alma, nosso corpo e em nossa mente. Faça uma alto análise, ache-se, se redescubra, se ame, se abre para a vida, aceite-se, seja diferente mas com inteligência. Não seja apenas mais um. Seja único. Você pode. Muitos podem. Eu posso. Procure a qualidade nas pessoas e mostre a elas. Com o passar do tempo, essas mesmas pessoas também terão descoberto as suas qualidades e mostrado para vocês. Meu amigo, minha amiga, qual a cor e o aroma da sua vida? Hã? Quando descobrir, acredite e incorpore. Pronto!. Assim, começa um novo ciclo, sem vícios, sem artifícios, novos valores, novos objetivos aparecerão. É a vida voltando ao normal. Tudo de bom para vocês. Um abraço.

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